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Covid 19 e 'Zeitgeist', o que há de comum?

Jornal do Brasil ELIAS ROCHA GONÇALVES, falacomelias@gmail.com

O melhor caminho para descobrir onde estamos e para onde vamos é dedicar um tempinho a analisar o espírito do tempo: situações que levam as pessoas a avaliar sua condição, movimentos que enchem as ruas, frustrações geradas por expectativas que não ocorrem, circunstâncias que determinam a maneira de agir das pessoas, enfim, o motor que gira a roda da vida.

Estamos vivendo um mundo virado. Ou melhor, paralisado!

“Zeitgeist” é a palavra alemã que define esse conceito, no qual se abriga todo o conhecimento humano acumulado ao longo dos tempos e que, de repente, se faz presente em determinado momento da história. Ou, em outras palavras, o espírito do tempo é o estado social, intelectual e cultural de uma época.

Zeitgeist (Loudspeaker.svg? (audio); pronúncia: [Dzáit-Gáist]) é um termo alemão cuja tradução significa espírito da época ou sinal dos tempos, mas, em uma tradução mais apurada: espírito do tempo. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual, sociológico e cultural de uma pequena região até a abrangência do mundo todo em uma certa época da história ou as características genéricas de um determinado período de tempo.

O conceito de espírito da época remonta a Johann Gottfried Herder e outros românticos alemães, mas ficou melhor conhecido pela obra de Hegel, Filosofia da História. Em 1769, Herder escreveu uma crítica ao trabalho Genius Seculi do filólogo Christian Adolph Klotz, introduzindo a palavra Zeitgeist como uma tradução de genius seculi (Latim: genius - "espírito guardião" e saeculi - "do século"). Os alemães românticos, tentados normalmente à redução filosófica do passado às essências, trataram de construir o "espírito da época" como um argumento histórico de sua defesa intelectual.

Hegel acreditava que a arte reflete, por sua própria natureza, a cultura da época em que foi feita. Cultura e arte são conceitos inseparáveis porque um determinado artista é um produto de sua época e, assim sendo, carrega essa cultura em qualquer trabalho que faça. Consequentemente, ele acreditava que no mundo moderno não seria possível recriar arte clássica, que havia surgido do Zeitgeist em que os artistas clássicos viviam, ou seja, durante a Antiguidade Clássica. A arte clássica dependia puramente da filosofia e da teoria da arte, sem o acréscimo feito pelo Zeitgeist do mundo moderno, de uma função social moralizante.

Edgar Morin, o grande pensador francês, nos ajuda a interpretar o espírito do tempo em “Cultura de Massas no Século XX: O Espírito do Tempo” e em outros ensaios.

Pergunta-se: e aí para onde vamos depois da PANDEMIA? Como ficará a humanidade? E os nossos abraços fraternos, como ficarão? Ou você será o mesmo depois desta ONDA de loucura que fez a terra parar?

Para Darwin e eu pactuo “não será o mais forte que irá sobreviver, mas sim o que melhor se adaptar”. E para Dalai Lama que também concordo, “não permite que o comportamento do outro tire a sua Paz e não mantenha na sua mente o que você não quer para a sua vida”.

Vamos viver as nossas emoções (raiva, medo, tristeza e alegria) para servir de arcabouço para as nossas competências socioemocionais (resiliência emocional, abertura ao novo, autogestão, amabilidade e engajamento com o outro). Pois, só assim, o NÓS será maior que o EU e o mundo melhor para TODOS.

Um tríplice e fraternal abraço. 

Elias Rocha Gonçalves Ph.D. Bolsista de Produtividade em Pesquisa pela Capes. Pós Doutor em Organização e Administração Escolar na Universidade do Minho-Braga-Portugal com financiamento pela Capes.