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A capacidade de exercer o espírito crítico

Jornal do Brasil TARCISIO PADILHA JUNIOR, tarcisiopadilhajunior@yahoo.com.br

A capacidade de exercer o espírito crítico nos permite julgar se determinada tendência institucional vai ou não no bom sentido para a coletividade.

Tocqueville já dizia que as religiões tradicionais permanecem ativas porque crenças comuns são necessárias para a vida em sociedade. A metáfora da alma transmite a ideia de que agimos inspirados por valores. Crença na alma é uma crença universal que assume nomes diferentes.

A alma simboliza a dualidade do indivíduo: por um lado, ser singular, que obedece a motivações egoístas; por outro, membro de uma comunidade moral, convidado a perseguir valores e objetivos passíveis de serem aprovados por outros, mesmo que contrariem os seus interesses.

O ser humano sempre teve, em todas as época e em todas as sociedades, o senso de sua dignidade e o sendo de seus interesses vitais. Não devemos ver nisso um determinismo histórico, mas a constatação do fato de que sobreviverá na mente das pessoas, em meio a crises.

Em razão do caráter contraditório de seus interesses, os grupos de pressão, na sociedade em rede, estão condenados ao compromisso.

 

Esta irreversibilidade que observamos em matéria institucional na sociedade moderna representa atualmente uma coprodução político-social.

O remédio mais eficaz contra a tirania dos grupos de pressão é a aplicação rigorosa do principio fundamental da separação de poderes. Nos dias que correm, o indivíduo que se sente oprimido pelo politicamente correto pode, graças à internet, exercer seu direito à livre expressão.

O objetivo é a interpretação (não a explicação), pois depende da sensibilidade do observador e da sensibilidade do tempo - de crise sanitária.

Engenheiro, é autor de "Por Inteiro" (Editora Multifoco, 2019)