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A essência da cooperação

Jornal do Brasil TARCISIO PADILHA JUNIOR*

A cooperação requer uma capacidade de entender e estar receptivo ao outro para agir em conjunto. Hoje temos menor habilidade na condução da vida diária, mesmo com vários canais entre as pessoas.

As trocas cooperativas manifestam-se de muitas formas. A cooperação pode estar associada à competição – como as crianças, quando conseguem fixar regras básicas para um jogo de competição.

As mudanças modernas debilitaram o desejo e a capacidade de cooperar com aqueles que diferem. A pessoa precisa ver-se no outro. Adam Smith alerta para “o empenho de se pôr na situação do outro”.

Até que ponto as instituições sabem desenvolver os dons naturais e as capacidades cotidianas para cooperar?

A nova escala de tempo muda o modo como as empresas são estruturadas, e como se trabalha nelas. Hoje a cooperação é mais eficaz quando o grupo trata de um problema ou projeto claramente definido.

Modernamente o desafio é propor que tanto grupos como indivíduos se dobrem à negociação, e procurem através do diálogo ou do debate soluções aceitáveis por todos ou, ao menos, pelo maior número.

Mediadores precisam aprender quando aproximar partes em conflito, e quando mantê-las distantes. Se não houver mediador? Em certas circunstâncias, a gestão de conflito pode dispensar mediadores; objetivamente, os danos podem ser consertados pela reconfiguração do equilíbrio entre silêncio e fala.

As experiências que opõem resistência a nossa compreensão imediata passam a importar por si. Voltar o olhar para fora permite detectar o que os outros querem dizer mas não chegam a afirmar de fato.

A aplicação da força mínima é a maneira mais eficaz para trabalhar com a resistência. Segue uma regra básica da engenharia: as máquinas conservam energia fazendo uso do mínimo possível de movimentos.

Sempre que uma questão complexa não puder ser resolvida por uma simples tomada de decisões, necessariamente a habilidade do líder deverá fazer com que as pessoas possam se manter conectadas.

A essência da cooperação é efetivamente a participação ativa., apesar das vantagens das vias indiretas.

*Engenheiro