Curiosidades

Concedendo a mim mesma momentos de descontração, de foco em assunto leve e interessante, permito-me ser merecedora de um “refresco” interessante.

Os provérbios, os ditados populares estão presentes em grande parte, na comunicação de muitos povos, desde as mais priscas eras. O que um povo dizia nos seus ditos populares, os outros, através do seu idioma particular, comunicavam os seus, com o mesmo ou próximo sentido. Desviando o nosso foco para um conhecido cenário brasileiro, direcionemos a nossa atenção para o seguinte dito popular: “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. No Brasil de agora, o estoque de farinha não está reduzido. Já restou pouquíssimo, quase nada. E como se aproveita a maioria dos nossos senhores políticos (com raras e preciosas exceções)? Qual é o seu pensamento prioritário? Não lhes interessa o sofrimento mais acentuado das populações desfavorecidas. O que é mais importante em sua visão é tirar o maior proveito deste cenário. Desperdiçar esta bela oportunidade de aumentar o meu patrimônio? Jamais!

Eles não ficam saciados, com o tanto que já amealharam. E o que os desafortunados, os lesados, os sofridos brasileiros possam estar sentindo, não lhes interessa.

Voltemos ao foco propulsor desta matéria, ou seja, retomemos o desenvolvimento do tema deste artigo.

Que tal uma incursão no domínio da genética? “Tal pai, tal filho” quer dizer o mesmo que “Filho de peixe, peixinho é”!

No IDISCH (dialeto oriundo do ALTO ALEMÃO) falado pelos judeus ASHKENAZIM há um adágio popular cujo enunciado é o seguinte: “A maçãzinha não cai muito distante da macieira”.

Para nós, brasileiros é conhecido o dito popular: “Desgraça pouca é bobagem”. Os americanos dizem: “It never rains but it pours” (Em tradução livre: “Nunca chove, cai uma tempestade”), ou seja, quando algo de ruim acontece, outros males simultâneos acontecem também, aumentando a espessura dos malefícios.

“Pas de nouvelles, bonnes nouvelles”. Talvez equivalha a nossa crença de que notícia ruim vem a galope. Enquanto não houver outras notícias, tudo está bem. Ainda bem!

“A grama do vizinho é sempre mais verde”. Uma decorrência deste recado é “O jardim do vizinho é mais florido do que o seu”, pare de desejar o dele e comece a cultivar melhor o seu. Lição conclusiva deste dito: a felicidade não está em jardins de prédios vizinhos, mas sim em suas mãos que são capazes de fazer deste mundo um lugar mais belo, mais fácil!

O inferno e o paraíso estão em nós, ao nosso alcance e na maneira como os enfrentamos.

Vejamos agora alguns ditados ingleses com equivalente em português. Vamos lá!

“If it ain't broke, don't fix it”. Em português: “Em time que está ganhando não se mexe”. Prosseguindo: “Don't put your eggs in one basket”. Equivalente português: “Melhor um pássaro na mão do que dois voando”. “Better safe than sorry”. Em português: “Melhor prevenir do que remediar”. “Better late than never”. Equivalente em português: “Antes tarde do que nunca”. “If you can't beat them, join them”. Equivalente: “Se não pode vencê-los, junte-se a eles”.

Coloquemos o foco na França: “Mieux prévenir que guérir”: “É melhor prevenir do que remediar”. “Heureux au jeu, malheureux au amour”: “Feliz no jogo infeliz no amor”. “Goutte a goutte l`eau creuse la pierre”: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. “Quand les brebis enragent, elles sont pires que le loups”: “Quando os cordeiros se irritam, são piores do que os lobos”. “Fais ce que je dis, ne fait pas ce que je fais”: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. “Chacun pour soi et Dieu pour tous”: “Cada um por si e Deus por todos”.

E por ai vai!

Este artigo parece que cedeu um espaço enorme para línguas estrangeiras, mas a equivalência com a língua portuguesa, a última flor do Lácio, foi expressa e esclarecedora.

Creio ter proporcionado a satisfação de lembrar curiosidades interessantes. Eu, pelo menos, tive muito prazer em pesquisar e reunir alguns ditos bastante interessantes que em sua essência são ensinamentos de vida.

* Mestre em Educação