Que mundo mais conturbado!

O homem tem guerreado sempre, em disputas de territórios, conquistas, vantagens e em nome das mais diversas justificativas porque ele é beligerante por natureza.

Embora com pouca exatidão na enunciação do meu parecer creio que poucas vezes na história da humanidade, tenham acontecido simultaneamente em inúmeros países, tantos desequilíbrios, tanta confusão, tantos distúrbios! É realmente de estarrecer!!! Se não, vejamos:

Nos EUA, a nação mais rica e poderosa do mundo, o seu presidente não se destaca de forma alguma como um governante equilibrado. Ele abre ferrenha oposição ao partido democrata e provoca muita confusão e chamado à razão dos seus colegas correligionários do Partido Republicano.

Exemplo de uma possível consequência dos seus mandos e desmandos: o complicado financiamento da construção de um muro na fronteira com o México, sua promessa de campanha. Enquanto as discussões ocorriam, milhares de trabalhadores federais americanos estavam em um segundo mês sem o pagamento de seus ordenados. O presidente Trump não abandona a ideia de que construir uma poderosa barreira de aço ou um muro entre os EUA e o México é de primordial importância.

Trump ameaça forjar uso de sua autoridade caso o impasse persista para declarar estado de emergência. Neste meio tempo, cerca de 800 mil funcionários que recebiam seus pagamentos quinzenalmente completaram mais de um ciclo sem salários abatendo diversas famílias americanas.

Prosseguindo no nosso foco em países sofrendo importantes confusões, a Venezuela na América Latina é um belo exemplo de importante crise política. O país tem Nicolás Madura como o presidente eleito e o líder opositor JUAN GUAIDÓ que se autoproclamou presidente do país. O México e o Uruguai se apresentaram como voluntários para a oposição e o governo para estabelecerem um diálogo. Guaidó recusou esta oferta e convocou “uma grande mobilização” para exigir a saída de Maduro. Enquanto isso, ocorriam protestos entre apoiadores e opositores do chavismo que deixaram um saldo de 26 mortos. Estas são as consequências mais nefastas desta disputa.

Uma outra consequência esperada é a intervenção de outros países, como por exemplo a União Europeia que sinalizou que se o presidente Nicolás Maduro não convocasse novas eleições, ela iria reconhecer o líder opositor Juan Guaido como presidente da Venezuela. A Rússia manifestou seu apoio ao governo de Caracas. Tudo leva a considerar esta situação de extremo impasse, como bem coloca o Jornal do Brasil, na sua edição de sábado, dia 26 de janeiro, em uma matéria cujo título era “Diálogo Impossível”.

No Reino Unido, não há consenso, culminando no desagrado da população quando restam poucos dias antes do BREXIT.

Restam poucos dias entre a oficialização do divórcio do Reino Unido e a União Europeia quando a maioria da população inglesa optara pelo fim da relação de 45 anos. Não houve unanimidade nesta decisão porque a Escócia e a Irlanda do Norte votaram pela permanência na União Europeia.

Vários espectros da sociedade do Reino Unido são da opinião de que o melhor é esquecer todas estas confusões e que o melhor a fazer é retomar o casamento.

THERESA MAY, a primeira ministra inglesa, prosseguiu corajosamente e aparentemente inabalável no seu trabalho de conseguir uma “separação amigável”. O Reino Unido vive um turbilhão de emoções. Sem saber que poderia substituí-la no cargo, os seus oponentes optaram pela sua permanência no cargo. Com graves consequências no embate político que se estabeleceu no Reino Unido, aguardavam intrigas, traições e emoções, neste impasse que já se arrasta por três anos.

No Brasil, nossa pátria querida, um novo cenário se desenrola mal teve início o seu governo, quando o presidente Jair Bolsonaro se defronta com as importantes desconfianças que pairam sobre o seu primogênito Flávio Bolsonaro. As suspeitas sobre o enriquecimento ilegal do seu patrimônio que simplesmente duplicou no período em que se dedicou à política como atividade principal. Aumentaram as suspeitas recentemente quando se descobriu que havia uma ligação entre Flávio Bolsonaro com a cúpula do Escritório de crime. Este grupo é formado por milicianos que executam assassinatos e extorsões, entre outros crimes. Na qualidade de deputado estadual, Flávio Bolsonaro conseguiu empregos para a mulher e a filha do chefe da milícia de Rio das Pedras.

De um jeito ou de outro, Flávio Bolsonaro tem sido um entrave no início da gestão do presidente, seu pai, Jair Bolsonaro.

Concluindo, este artigo, repito a mensagem do seu título: “Que mundo mais conturbado é este?”. Deve-se levar em conta também que existem muito outros problemas nos mais diversos países do mundo.

* Mestre em Educação pela UFRJ