Sugestões ao governador para o Turismo

Sempre que um novo governo se anuncia, a grande preocupação é quem vai ocupar a Secretaria de Turismo ou se a mesma será extinta, mantida ou incorporada a outra área. Devo confessar que o secretário não é o primordial, nem a secretaria, se o turismo não for priorizado através de uma dotação orçamentária importante e a existência de um plano estadual de turismo que possa ser discutido e que sejam fixados programas prioritários, com metas mensuráveis.

No caso específico do Estado do Rio, que sofreu muito nos últimos anos com a falta de recursos, é necessário avaliar primeiro a divisão turística do estado. Na nossa opinião, devemos ter no máximo quatro regiões turísticas, encabeçada por um gestor e com um conselho de desenvolvimento turístico real, com voz ativa. O ideal é que o futuro governador também crie um Conselho de Desenvolvimento Turistico do RJ, integrado por todas as secretarias que interagem com o turismo e com a missão de trazer os pleitos das regiões turísticas e desenvolvê-los. A Turis-Rio, nos mesmos moldes da Embratur, deveria se tornar uma empresa de promoção do destino Rio de Janeiro, no Brasil e no exterior, com material promocional efetivo em cinco idiomas, não mais impresso e com presença ativa nas redes sociais. E preciso rejuvenescer a empresa, abrindo um concurso público e sobretudo trazendo a Academia, para pensar o turismo, com o Conselho de Assessoramento ao Ensino do Turismo. Cabe também uma integração com o Sebrae e com o Senac, que já desenvolvem inúmeros projetos de sucesso.

O Rio está cansado de ouvir discursos de políticos profissionais, sem nenhuma ação efetiva de desenvolvimento estrutural. O Rio é um conjunto de cidades maravilhosas, com uma iniciativa privada que se aprimorou e pode cuidar dos destinos se for apoiada na promoção e na segurança. Segurança turística significa um Batalhão de Policiamento das Áreas Turísticas forte, com pelo menos mil integrantes, qualificados e capacitados a atender os visitantes em todo o estado.

O ideal é criar um grande Centro de Segurança Turística do Estado, com um conseho de segurança e autonomia para desenvolver ações pontuais, integrando polícias Federal, Militar, Civil, Bombeiros e Guardas Municipais, com programas de incentivo através de premiações turísticas e salários diferenciados.

Sentimos falta, também, de um grande banco de dados turísticos para orientar os que pretendem investir ou até para os empresários da área poderem decidir sobre que ações podem colocar em prática. Turismo é atividade da iniciativa privada, cabendo ao Estado a função de coordenador de políticas públicas.

São apenas algumas ideias, que acredito possam contribuir para um Rio turístico, que não fica buscando patrocínio para desenvolver atividades que cabem ao estado, que só vai sobreviver se for empreendedor e souber ser interlocutor e viabilizar os anseios de todos que compõem a cadeia produtiva do turismo. Sugiro adotar o Código de Ética Mundial do Turismo, da Organização Mundial do Turismo, como livro de cabeceira, daqueles que pretendem cuidar do turismo.

* Vice-presidente-executivo da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ