Petrobras atenta contra a memória nacional ao apagar o nome de Brizola

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A decisão do presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, de retirar o nome de Leonel Brizola da termelétrica de Duque de Caxias é uma agressão à memória de um dos personagens centrais da história recente do país. Sob Bolsonaro, a Petrobras – símbolo do nacionalismo brasileiro – agride o político que, ao lado de Getúlio Vargas, representa a luta do povo brasileiro em favor de um país democrático e independente.

Ao tentar apagar a história, suprimindo o nome do ex-governador de uma unidade da empresa na Baixada Fluminense, o senhor Castelo Branco se revela figura menor, desprezível, um relés sabujo do presidente Bolsonaro, a quem tentar agradar atentando contra a memória do povo brasileiro. Mais do que simplesmente atingir Brizola, a decisão, de resto, agride a própria democracia.

Deputado estadual, deputado federal, prefeito de Porto Alegre, governador do Rio Grande do Sul; governador do Rio de Janeiro, político brasileiro que mais construiu escolas – apenas no Sul foram 6,2 mil – Leonel de Moura Brizola não merece o vilipêndio do burocrata. Por mais que tente, o apátrida Castelo Branco não conseguirá com seu servilismo mudar a história recente da democracia brasileira, na qual Leonel Brizola tem papel relevante e decisivo.

A mesquinhez da medida contribui para a avaliação da estatura moral do atual presidente da Petrobras. A despeito da insensatez, Brizola continuará inscrito no panteão dos mais notáveis defensores da democracia brasileiro. Já Castelo Branco ... será esquecido na lata de lixo da história.