'Ela é feia mesmo', diz Guedes sobre mulher de presidente da França

O ministro da Economia, Paulo Guedes, reiterou o comentário ofensivo do presidente Jair Bolsonaro à primeira-dama francesa, Brigitte Macron, ao dizer que "ela é feia mesmo".

Em evento nesta quinta-feira (5) em Fortaleza, Guedes afirmou que Bolsonaro apenas reagiu às críticas de Emmanuel Macron sobre os recentes incêndios na Amazônia.

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Ministro da Economia, Paulo Guedes (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

"Estamos fazendo tudo isso na economia, mas a preocupação é se xingaram a [ex-presidente do Chile Michele] Bachelet, se xingaram a mulher do Macron", afirmou Guedes.

"O Macron falou que estão colocando fogo na Amazônia. O presidente [Bolsonaro] devolveu, falou que a mulher do Macron é feia. O presidente falou a verdade, ela é feia mesmo. Mas não existe mulher feia, existe mulher observada do ângulo errado. E fica essa xingação", disse o ministro. 

Guedes participou da palestra "A Nova Economia do Brasil", promovida pelo Sistema Jangadeiro, grupo de comunicação com emissoras de TV e rádio afiliadas ao SBT e à Rede Bandeirantes.

Depois do evento, em entrevista coletiva, o ministro retomou o tema. "Mas o que eu tenho a ver com a mulher do Macron? Vocês estavam ali. Foi uma brincadeira, estávamos falando sobre as reações do presidente. O Macron quer fazer uma intervenção no Brasil porque chamaram a mulher dele de feia. Estão falando que estão queimando a Amazônia, e é mentira."

Na semana passada, a primeira-dama agradeceu o apoio que recebeu de brasileiros em relação ao episódio.

"Apenas queria dizer, já que vejo que há câmeras, duas palavras para os brasileiros e as brasileiras, em português: 'muito obrigada!' Muito, muito obrigada a todos que me apoiaram", afirmou ela durante visita ao norte do país. 

Este foi o segundo episódio de desavença com o governo francês em menos de dois meses. Em julho, Bolsonaro cancelou em cima da hora uma reunião com o chanceler da França, Jean-Yves Le Drian, e em seguida fez uma live cortando o cabelo no horário em que estaria reunido com o diplomata. (Marcelo Rizzo/Folhapress)