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Justiça nega ação do MPF para suspender lista tríplice para reitoria de universidade federal em MS

FolhaPress MÔNICA BERGAMO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul julgou como improcedente uma ação civil pública do MPF (Ministério Público Federal) que pede a suspensão da lista tríplice com candidatos à reitoria da UFGD (Universidade Federal de Grande Dourados).

A decisão foi assinada nesta terça (13) pelo juiz Moisés Anderson Costa Rodrigues da Silva, da 1ª Vara Federal de MS.

O MPF questiona a forma como a lista foi composta. O órgão havia conseguido a suspensão no TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). Por conta disso, o governo federal nomeou uma reitora temporária: a professora Mirlene Ferreira Macedo Damázio, que não disputou a eleição. Professores da UFGD consideram esse ato "uma intervenção".

Como ocorrido em ocasiões anteriores, segundo professores da instituição, a elaboração da lista tríplice foi feita em duas etapas. Primeiro, houve uma consulta a alunos, professores e técnicos da UFGD. Essa consulta, porém, não é obrigatória.

Nessa etapa, os candidatos concordaram que apenas o mais votado seria nomeado à lista tríplice a ser encaminhada para o Ministério da Educação. O nome vencedor foi o do professor Etienne Biasotto.

A lista, porém, só é oficializada no conselho universitário, que foi realizado depois. Além de Biasotto, outros dois professores que não participaram da consulta anterior colocaram seus nomes na lista.

A participação na primeira etapa não é obrigatória para candidatos serem incorporados à lista tríplice. Mas o Ministério Público viu irregularidade e entrou com a ação pedindo a suspensão da relação dos três indicados ao cargo de reitor.