SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou o uso ideológico de órgãos ambientais durante evento nesta quarta-feira (7).
“Em alguns momentos, foram usados como órgãos políticos e ideológicos. Precisamos mostrar que são órgãos técnicos e caminhar no sentido de ficarem imunes a essas interferências, fazendo com que eles amadureçam e tenham a credibilidade necessária”.
Zema discursou na abertura da reunião da Associação Brasileira de Entidades Estaduais do Meio Ambiente (Abema) na cidade administrativa, em Belo Horizonte. O encontro reuniu lideranças de órgãos ambientes das 27 unidades federativas.
A declaração acontece dias depois de críticas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) a dados do desmatamento na Amazônia divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). A troca de farpas entre Bolsonaro e a direção do órgão culminou na exoneração de seu diretor, Ricardo Galvão.
O governador também mencionou seu trabalho na desburocratização de processos administrativos na área ambiental sem, segundo ele, prejudicar análises técnicas.
“Nossa proposta é de simplificar, não só na área ambiental, sem perder a qualidade técnica, como na área tributária, pois Minas se tornou um estado complexo”, disse.
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, que participou da reunião, defendeu afrouxar a legislação na área. “É preciso simplificar, agilizar processos, fazer diferente do que nós fizemos no passado.”
Um dos assuntos discutidos no encontro foi a proposta da Lei Geral de Licenciamento Ambiental (PL 3.729/2004), que flexibiliza o licenciamento ambiental. A proposta tramita na Câmara dos Deputados.