Ministro mantém no cargo assessor preso pela PF no caso de laranjas

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Ministério do Turismo afirmou nesta sexta-feira (28) que o assessor especial Mateus Von Rondon, preso no dia anterior pela Polícia Federal em decorrência das investigações das candidaturas laranjas do PSL, continuará no cargo.

De acordo com a pasta comandada por Marcelo Álvaro Antônio, a intenção é esperar o desenrolar das investigações.

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Marcelo Álvaro Antônio (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil )

"O Ministério do Turismo aguarda o andamento do processo judicial para não submeter qualquer servidor a uma condenação sumária sem garantir o direito de defesa", disse a pasta, em nota. 

Braço direito do ministro, Von Rondon e dois ex-assessores do político foram presos nesta quinta-feira (27) em Brasília e em Minas Gerais. 

Além da prisão, a Justiça autorizou busca e apreensão na residência dos investigados. 

A apuração da PF decorre da revelação, feita pela Folha de S.Paulo, de que Álvaro Antônio patrocinou esquema de candidaturas laranjas do PSL, partido de Bolsonaro, em Minas Gerais. 

De acordo com depoimentos e buscas feitas anteriormente, Von Rondon é o principal elo formal entre Álvaro Antônio, as candidatas laranjas e as empresas que são suspeitas de terem simulado prestação de serviço com o intuito de desviar dinheiro público de campanha.

"Importante ressaltar que o servidor responde a suspeitas de eventuais irregularidades eleitorais no ano passado, sem qualquer vínculo com a atividade que desempenha no Ministério do Turismo", disse ainda a pasta.

Rondon tem cargo de denominação técnica "DAS 102.5", com salário bruto de R$ 13.624. A defesa de Von Rondon afirmou que seu cliente já prestou todos os esclarecimentos às autoridades e pediu a sua soltura. Álvaro Antônio nega qualquer tipo de irregularidade.