Brasil não aceitará ser advertido por outros países, diz Bolsonaro em chegada ao G20

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, após desembarcar no Japão para reunião de cúpula do G20, que o Brasil não aceita mais ser advertido por outros países, e disse que o país tem exemplo a dar para a Alemanha, em resposta a comentário da chanceler alemã, Angela Merkel.

Questionado em entrevista coletiva na cidade japonesa de Osaka sobre comentários feitos na véspera por Merkel, que disse querer conversar com Bolsonaro sobre desmatamento, o presidente rebateu e disse que o país deveria aprender com o Brasil.{'nm_midia_inter_thumb1':'https://midias.jb.com.br/_midias/jpg/https://midias.jb.com.br/_midias/jpg/2019/06/27/97x70/1_2019_06_27t113449z_1_lynxnpef5q0zo_rtroptp_4_g20_summit-410707.jpg', 'id_midia_tipo':'2', 'id_tetag_galer':'', 'id_midia':'5d14bd73bf105', 'cd_midia':410714, 'ds_midia_link': 'https://midias.jb.com.br/_midias/jpg/2019/06/27/627x418/1_2019_06_27t113449z_1_lynxnpef5q0zo_rtroptp_4_g20_summit-410707.jpg', 'ds_midia': 'Presidente Jair Bolsonaro desembarca no aeroporto de Osaka, no Japão
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"A indústria deles continua sendo fóssil, de plástico, carvão, e a nossa não. Eles têm muito a aprender conosco", disse Bolsonaro a jornalistas, acrescentando que o Brasil não aceita mais ser tratado como no passado.

"O presidente do Brasil que está aqui não é como alguns anteriores, (que) vieram aqui para ser advertidos por outros países. A situação aqui é de respeito para com o Brasil. Não aceitaremos tratamento como no passado", afirmou.

Na cúpula do G20, Bolsonaro terá reuniões bilaterais com diversos líderes mundiais, incluindo o presidente chinês, Xi Jinping -- será o primeiro encontro entre os dois, após Bolsonaro ter criticado a China durante a campanha eleitoral por estar "comprando" o Brasil

Bolsonaro mudou sua posição com relação ao maior parceiro comercial do Brasil desde que assumiu o cargo em janeiro e se encontrará com Xi por 40 minutos na manhã de sexta-feira, antes do início da cúpula que reunirá os líderes das maiores economias do mundo em Osaka.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)