Em três dias, São Paulo registra 42% da chuva esperada para junho

Nos primeiros três dias de junho, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) registrou 21,8 mm de chuva, o que equivale a 42,6% da média de 51,1 mm esperada para todo o mês. Somente na última madrugada, entre meia-noite e 7h desta segunda-feira (3), choveu cerca 6,6 mm.
A chuva complicou o trânsito no início desta segunda-feira. O CGE registrou três pontos de alagamentos, todos transitáveis. Dois deles foram na marginal Pinheiros.
O meteorologista Michael Pantera, do CGE, explica que três fatores influenciaram para o volume de chuvas dos últimos dias: a frente fria que passou pela cidade, o fenômeno El Niño (aquecimento das águas do oceano Pacífico), e o aumento da temperatura das águas do oceano Atlântico.
"Junho é um mês em que a chuva pode ser muito irregular, em alguns anos foram registrados apenas 1,5 mm e, em outros, 191 mm. Apesar da média ser de 51,1 mm, não é incomum chover muito mais do que este valor logo nos primeiros dias", afirmou. Para calcular as médias de chuva, o CGE analisa os volumes registrados desde 1995.
Ainda segundo o especialista, a frente fria está se afastando do litoral e, por isso, o clima deve estar mais seco na cidade de São Paulo nos próximos dias e as temperaturas mais baixas. Já o fenômeno do El Niño deve influenciar no volume de chuva até o final do ano.
Em função deste fenômeno, as chuvas na cidade estão acima da média esperada desde o início de 2019. "A quantidade de chuvas tende a diminuir bastante nos próximos dias, mas ainda deve ser maior do que o valor registrado em anos anteriores", explica Pantera.
Na madrugada desta segunda-feira (3), as regiões da Consolação e de Pinheiros registraram as maiores precipitações da cidade: 13,7 mm e 12,1 mm, respectivamente. Já nos três primeiros dias do mês, o maior índice de chuvas foi observado na zona sul de São Paulo: 31,1 mm.
Sistema Cantareira Na região do sistema Cantareira, a chuva também intensa nos primeiros no início de junho. Até esta segunda-feira (3), a Sabesp registrou 11,1 mm, ou 18% da média esperada para o mês, que é 61,1 mm.
Do total de chuvas até o momento, a maior parte aconteceu na última madrugada: 9,9 mm. Isso fez com que o volume operacional do sistema aumentasse em 3%, e hoje o Cantareira opera com 57,9% de sua capacidade.

MARIANGELA CASTRO