O ex-ministro da Secretaria de governo Carlos Marun visitou o ex-presidente Temer, na sede da superintendência da PF, no Rio, onde está preso. Sobre o encontro, Marun disse que o ex-presidente está sendo tratado bem, mas muito triste e confiante na justiça.
"Encontra-se obviamente surpreso, indignado. É um homem que tem conhecimento jurídico, conhece o direito e sabe da absoluta improcedência e irrazoabilidade e ilegalidade da decisão judicial que hoje (quinta-feira) determinou essa prisão preventiva e mantém a confiança na justiça".
Marun fez questão de afirmar que ele está sendo tratado com respeito, mas está "muito triste e aguardando que essa situação se reverta o mais rápido possível".
A defesa de Temer já entrou com pedido de habeas corpus.
Exibicionismo
Em entrevista , o ex-ministro da gestão Temer afirmou que este é um caso de 'exibicionismo'. "É mais um lamentável caso de exibicionismo do Judiciário. Ainda não tenho conhecimento do processo, detalhes do caso, mas posso afirmar, sem medo de errar, que se trata de mais um caso de exibicionismo". Ele ainda completou: "sempre fui a favor da punição de abuso de autoridade, sempre fui favorável à razoabilidade da Justiça e sempre tive nojo do exibicionismo judiciário".
Carlos Marun também classificou a prisão do ex-presidente como um "absurdo" e completou afirmando que deve haver outros motivos por trás. "Tenho suspeita de que tenha algo por trás disso e que os motivos sejam outros. Que essa decisão inconsequente tenha outros objetivos", afirmou, durante entrevista à rádio Eldorado na manhã desta sexta-feira, 22. "Espero que isso seja o mais rapidamente revisto", continuou.
Marun criticou a decisão do juiz federal Marcelo Bretas, que assinou o pedido de prisão do ex-presidente Temer. Segundo ele, é um absurdo que "um homem que tenha estudado direito" tome a decisão que Bretas tomou. Por fim, Marun afirmou que membros do MDB que se posicionaram a favor da prisão deveriam sair do partido. "Quem não defende a democracia, o Estado de Direito, deveria sair do MDB", disse o ex-ministro.