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Vélez pede desculpas por declaração

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O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, desculpou-se, ontem, pelo Twitter, por declaração que deu em entrevista à 'Veja', na edição de 6 de fevereiro, quando chamou o brasileiro de canibal. "Amo o Brasil e o nosso povo, de forma incondicional, desde a minha chegada aqui, em 1979 e, especialmente, desde a minha naturalização como brasileiro, em 1997. A entrevista à revista Veja colocou palavras minhas fora de contexto. Peço desculpas a quem tiver se sentido ofendido."

Na entrevista, Vélez disse que "o brasileiro viajando é um canibal". A declaração, como era de esperar, causou muita polêmica. Na semana passada, a ministra do STF, Rosa Weber, concedeu prazo de dez dias para que o ministro se manifestasse sobre declarações dadas na entrevista. A resposta do ministro é facultativa.

A solicitação foi motivada por uma interpelação judicial criminal protocolada na Corte pelo advogado Marcos Aldenir Ferreira Rivas. No entendimento do advogado, o ministro cometeu o crime de calúnia. Por meio da assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC), Vélez disse, também na semana passada, que ainda não havia sido notificado, mas que assim que fosse, responderia.

Ontem, em São Paulo, o secretário-executivo do MEC, Luiz Antonio Tozi, afirmou que o principal ponto para orientar os trabalhos da nova equipe do Ministério tem sido a busca pela "liberdade do cidadão".

"Temos um consenso e o próprio presidente tem também colocado como prioridade o aprendizado, para que o jovem tenha liberdade e discernimento para ser o que quiser", disse, na abertura do seminário "Prioridades para a Educação Básica", promovido pelo Todos pela Educação.

Tozzi também elencou outros objetivos que são vistos como importantes para melhorar a educação no país, mas para elas ainda não há nenhuma ação elaborada. "Ninguém duvida que nós temos que aumentar as possibilidades de aprendizagem efetiva, que nós temos que profissionalizar a carreira dos professores, fazer um novo processo de redistribuição (de recursos) para os Estados e municípios", explicou. (Estadão Conteúdo)