Oposição fala de CPI

A oposição na Câmara – PT, PSB, PSOL e Rede – começa a estudar a viabilidade da criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pode envolver o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Por enquanto, a discussão ainda está no começo, mas o aviso foi dado durante a cerimônia de posse dos parlamentares, que no plenário empunharam cartazes defendendo a CPI do Queiroz.

O primeiro passo será definir o rol das investigações, que pode ir desde as movimentações financeiras do ex-assessor, do próprio senador e até a atuação das milícias no Rio de Janeiro, depois da revelação de que o filho mais velho do presidente Bolsonaro empregou familiares do capitão Adriano Magalhães da Nóbrega. O policial é apontado como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato da vereadora Marielle Franco.

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Parlamentares tomaram posse pedindo a liberdade do ex-presidente Lula (Foto: Lula Marques)

O Coaf detectou movimentações no valor de R$ 7 milhões na conta de Queiroz e Flávio também é citado no relatório. Flávio disse que “nunca” recorreu ao STF para obter foro privilegiado antes de ser empossado e que vai prestar “os esclarecimentos sem problema nenhum”. O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), defensor da CPI, disse que esses assuntos precisam ter acompanhamento, mas que será feita uma análise jurídica sobre o tema.