Câmara de Representantes dos EUA acusa exército birmanês de 'genocídio' contra rohingyas

A Câmara dos Representes dos Estados Unidos adotou uma resolução nesta quinta-feira (13) em que chama de "genocídio" a violência cometida pelo "exército e forças de segurança" birmaneses contra os muçulmanos rohingya e pede a libertação de dois jornalistas da Reuters.

Para os deputados americanos, "as atrocidades cometidas contra os rohingya pelo exército e pelas forças de segurança birmanesas desde agosto de 2017 constituem crimes contra a humanidade e genocídio", segundo a resolução aprovada por 394 votos a favor e um contra.

A Câmara Baixa acredita que "as atrocidades cometidas contra os rohingya pelo exército e pelas forças de segurança birmanesas desde agosto de 2017 constituem crimes contra a humanidade e genocídio", segundo a resolução aprovada por 394 votos a favor e um contra.

As Nações Unidas descreveram como "genocídio" a repressão contra essa minoria muçulmana.

Em sua resolução, a Câmara instou o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, a "determinar, com base nas evidências disponíveis, se as ações do exército birmanês (...) no estado de Rakaín representam crimes contra a humanidade", um genocídio ou outros crimes tipificados pelo direito internacional".

Todos os funcionários "devem ser procurados, punidos, presos e processados de acordo com as leis e convenções internacionais", continua o texto.

Os Estados Unidos, nas palavras do então secretário de Estado Rex Tillerson, descreveram em novembro de 2017 como "limpeza étnica" a violência contra os Rohingya. Em agosto, ele sancionou quatro comandantes e duas unidades birmanesas por seu envolvimento.

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