Em transmissão ao vivo pelo Facebook na noite desta quarta-feira (12), o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), teceu comentários sobre o Acordo de Paris e o movimento migratório. Ele também falou sobre as denúncias contra o ex-assessor de seu filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL).
O presidente eleito disse que nem ele e nem o filho são investigados, mas que esperam que o assessor (Fabrício José Carlos de Queiroz) esclareça a questão. 'Mas, se tiver algo errado comigo ou com meu filho, que nós paguemos pelo erro. Nós estamos abertos para isso. Nós queremos saber se existe erro meu, do meu filho, ou do Queiroz ou de ninguém. O que mais dói no coração é isso, porque o que temos de mais forte é o combate à corrupção'.
Durante a transmissão, Bolsonaro afirmou ainda que o Brasil não tem como cumprir o Acordo de Paris. 'Nós não podemos colocar em risco a nossa soberania nacional. Nós vamos sugerir mudanças. Se não mudar [o acordo], a gente sai fora', disse. O presidente eleito também disse que o país "não pode se dar ao luxo" de sediar a Conferência sobre o clima das Nações Unidas (COP-25) em 2019.
LIVE YOUTUBE: Atualização sobre os intensos trabalhos realizados nos últimos dias, com Presidente eleito Jair Bolsonaro. 12 de Dezembro de 2018. https://t.co/NKT0qBCrza
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 12 de dezembro de 2018
Jair Bolsonaro fez também questão de questionar a presença dos imigrantes ao redor do mundo. 'Há algum tempo, os países da Europa querem se ver livre dos imigrantes. Olha como está a França. Você, que me chama de xenófobo, você quer isso para o Brasil?', indagou. O presidente eleito disse ainda que não quer, no Brasil, 'gente que não respeite a nossa cultura, que não respeite a nossa religião'.
Ao fim da transmissão, Bolsonaro voltou a falar sobre a crise em Roraima e disse que, se não fossem as concessões dadas aos indígenas, o estado "teria uma economia semelhante à do Japão".
O presidente eleito aproveitou também para demonstrar seu posicionamento em relação aos indígenas e disse que os índios são "seres humanos iguaizinhos a nós". 'O que os índios querem? Eles querem internet, médico, dentista, eles querem jogar futebol, eles querem teatro. Mas alguns poucos querem que os índios fiquem reclusos às terras indígenas. Porque no Brasil o homem é tratado como um homem pré-histórico. O que eu quero é que o índio se integre à nossa sociedade. o índio de verdade quer usufruir da nossa tecnologia', disse.