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Condenado ex-deputado da Máfia das Sanguessugas

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O juiz Paulo César Alves Sodré, da 7ª Vara de Cuiabá, condenou o ex-deputado federal João Caldas da Silva (PSC) a dois anos e nove meses de reclusão, além de 87 dias-multa em regime aberto por suposta propina de R$ 6 mil em 2002, em sua conta bancária, no escândalo que ficou conhecido como Máfia das Sanguessugas. Ele, no entanto, foi absolvido da acusação de receber R$ 50 mil em vantagens indevidas. A sentença foi convertida em penas restritivas de direito.

No mesmo processo, foi absolvida Christiane Araújo, nomeada para a transição da equipe da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2010, mas perdeu o posto em meio à denúncia. Ela era assessora do deputado.

A Máfia das Sanguessugas foi descoberta em 2006 pelo Ministério Público Federal, que apontou suposta fraude a licitações para compra de ambulâncias com recursos de emendas parlamentares. No processo, Caldas foi acusado de ter, com o auxílio de Christiane, proposto 19 emendas beneficiando prefeituras alagoanas, que resultou em 37 convênios no valor de R$ 3.617 376,00, dos quais 27 teriam sido realizados procedimentos licitatórios que não seguiram a Lei nº 8.666/93, e tiveram como vencedores empresas envolvidas com o grupo Vedoin.



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