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Gravuras rupestres sagradas são destruídas

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Um conjunto milenar de gravuras rupestres sagradas para povos do Alto Xingu, localizado em uma gruta a sudoeste do território do Parque Indígena do Xingu, foi depredado e danificado em algum momento nos últimos meses.
A destruição do principal painel com imagens que retratam a história de origem desses povos foi descoberto em uma expedição cujo objetivo era fazer uma reconstituição das imagens para fins de conservação. E foi comprovada em vistoria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O local está na área de interesse para a construção da rodovia BR-242, em fase de produção de estudo de impacto ambiental, e da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste. Localizado fora da terra indígena, vem sofrendo com desmatamento e com o assoreamento do rio.
Conhecido como Gruta de Kamukuwaká, o sítio arqueológico, às margens do rio Tamitatoala, no Mato Grosso, é tombado pelo Iphan como patrimônio cultural desde 2010 e é considerado sagrado por 11 etnias indígenas do Alto Xingu. “Parece que bateram com martelo. Destruíram a história de todo o Alto Xingu. E origem é a nossa identidade”, disse Piratá Waurá, do projeto de valorização patrimonial da gruta.



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