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Partidos árabes apoiam rival de Netanyahu para formar governo em Israel

Gadi Eisenkot aparece à frente nas recomendações, mas a decisão final depende da capacidade de reunir maioria parlamentar

Por JB INTERNACIONAL

Eisenkot (à direita) e Netanyahu em cartazes de rua durante a campanha

O presidente de Israel, Isaac Herzog, concluiu nesta quinta-feira (5) o segundo dia de consultas formais com os partidos eleitos para o novo Parlamento, etapa decisiva para definir quem receberá a missão de formar o próximo governo do país. As conversas começaram na quarta-feira (4), após o recebimento dos resultados oficiais das eleições legislativas realizadas em 27 de outubro.

Quem aparece na frente na disputa

Nas consultas feitas até agora, o ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eisenkot, recebeu 46 recomendações partidárias, enquanto o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, obteve 19. A conta parcial ainda não inclui as 21 cadeiras do Yashar, legenda liderada por Eisenkot, nem os 27 assentos do Likud, partido de Netanyahu.

Com a inclusão dessas bancadas, a projeção é de 67 apoios para Eisenkot e 46 para Netanyahu. Apesar da diferença, a decisão final não depende apenas do número de indicações, mas da avaliação do presidente sobre quem tem mais condições de reunir uma maioria estável no Knesset.

O peso das alianças partidárias

Entre os partidos que formalizaram apoio a Eisenkot estão Yisrael Beiteinu, Os Democratas, Ra'am, Lista Conjunta, Beyachad e Yashar. Já Netanyahu recebeu o respaldo de Sionismo Religioso, Poder Judaico, Shas e Likud. O Judaísmo Unido da Torá optou por não recomendar nenhum nome.

A Lista Conjunta, aliança formada por três legendas árabes-israelenses, afirmou que a escolha por Eisenkot não foi simples. O bloco disse que a decisão teve como objetivo enfraquecer Netanyahu e ampliar a distância entre os dois blocos, embora tenha ressaltado que a oposição liderada por Eisenkot ainda precisa demonstrar mais firmeza política.

Prazo final para a decisão de Herzog

Ahmed Tibi, um dos líderes da Lista Conjunta, afirmou que o apoio a Eisenkot não significou afinidade ideológica, mas sim uma tentativa de provocar mudança no comando do governo. As legendas árabes obtiveram um resultado histórico nas urnas, com 19 assentos no Knesset.

Herzog tem até 11 de novembro para anunciar sua escolha, mas já indicou que pretende tomar uma decisão definitiva no domingo (8). Em declaração pública, o presidente disse que as exclusões mútuas entre os blocos e dentro deles tornam incerta a formação de uma coalizão, o que exigirá novas conversas antes da definição do mandato. (com informações da agência Ansa)