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Trump admite que guerra com o Irã pesou na derrota republicana
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 04/11/2026 às 18:54
Alterado em 04/11/2026 às 18:54
FALA MANSA - Após derrota, Donald Trump mudou o tom de voz Foto: AFP/Ansa
Donald Trump admitiu que o conflito com o Irã teve peso na derrota histórica do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato. Questionado sobre a avaliação do vice-presidente JD Vance, ele concordou que a guerra contribuiu para o desgaste político, principalmente por ter pressionado o preço da gasolina no curto prazo.
Apesar disso, Trump disse que repetiria a decisão se fosse necessário, porque considera que impedir o Irã de obter armas nucleares é a única solução de longo prazo. O presidente também afirmou que não pretende substituir o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que, segundo ele, “está fazendo um grande trabalho”.
JD Vance aponta os motivos da insatisfação dos eleitores
Em uma mensagem publicada no X, JD Vance afirmou que uma pesquisa eleitoral identificou quatro fatores que ajudaram a explicar a migração de parte do eleitorado republicano para os democratas. Entre eles, estão a irritação com a situação do país, a vontade de encerrar o conflito no Oriente Médio e a preocupação com a inflação e o custo de vida.
O vice-presidente também citou o desejo de reposicionar a política externa dos EUA sob o lema de “América em primeiro lugar” e de mudar a relação de Washington com Israel. Para Vance, os eleitores estão frustrados, mas essa insatisfação deve ser convertida em ação política para recuperar força nas próximas disputas.
Democratas ampliam vitória e conquistam espaços inéditos
O Partido Democrata conquistou a maioria nas duas casas do Congresso e avançou em estados tradicionalmente republicanos, consolidando uma derrota de grande impacto para o governo Trump. O resultado também reforça a mudança de humor do eleitorado em temas domésticos e externos.
Além da vitória partidária, o pleito teve marcos históricos para minorias. Keisha Lance Bottoms se tornou a primeira mulher negra eleita governadora de um estado, Deb Haaland foi eleita a primeira governadora indígena e Peggy Flanagan se tornou a primeira senadora indígena dos Estados Unidos. Chris Pappas também fez história ao se tornar o primeiro senador americano abertamente gay.
Uma eleição marcada por recados políticos claros
A apuração ainda estava em curso, mas o cenário já indicava uma virada expressiva a favor dos democratas. A combinação entre guerra, inflação, custo de vida e insatisfação com o governo ajudou a moldar o resultado e ampliou a pressão sobre os republicanos para reorganizar sua base e sua estratégia.
Ao mesmo tempo, as vitórias históricas de mulheres, indígenas e outras minorias mostraram que as midterms também deixaram um recado sobre renovação política e representatividade, com impacto que deve reverberar no debate nacional dos Estados Unidos nos próximos meses.