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Confrontos na França deixam mortos, feridos e milhares de presos

Os protestos contra o custo de vida se transformaram em uma onda de violência em várias cidades do país

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 18/10/2026 às 15:02

Alterado em 18/10/2026 às 19:20

Chamas e fumaça sobem durante distúrbios civis, no dia seguinte a uma jornada nacional de manifestações contra o custo de vida e o aumento dos preços dos combustíveis, em Paris, França, 18 de outubro de 2026 Foto: Reuters/Abdul Saboor

Novos confrontos eclodiram em Paris neste domingo, um dia depois de a França viver um dos episódios mais violentos dos últimos anos. As manifestações contra os altos preços terminaram em tumultos, com saques, incêndios e ataques a prédios públicos em várias cidades do país.

De acordo com o governo, mais de 2 mil pessoas foram presas e mais de 600 policiais ficaram feridos. Um manifestante morreu após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos na capital, enquanto a tensão seguia alta em pontos como a Place de la République.

Incêndios, saques e destruição

As autoridades relataram danos em lojas, veículos e repartições públicas. Em Limoges, a prefeitura foi incendiada e amplamente destruída, e em Bordeaux uma multidão invadiu a residência do prefeito local. Em diferentes regiões, bombeiros e equipes de limpeza atuaram para conter os estragos.

O ministro do Interior afirmou que várias centenas de lojas foram danificadas, enquanto empresários relatam perdas milionárias. A rede Carrefour informou que dezenas de unidades foram afetadas, em meio a uma onda de violência que atingiu também supermercados, butiques de luxo e espaços urbanos.

Pressão política sobre Macron

O governo atribui os distúrbios a grupos de extrema esquerda, ultraesquerda e criminosos que teriam aproveitado a mobilização para provocar destruição. Já a oposição pressiona o presidente Emmanuel Macron, que fará um pronunciamento à nação, em meio ao aumento da crise política e social.

As manifestações começaram no mês passado por causa das condições das escolas e da falta de professores nos subúrbios da classe trabalhadora, mas se transformaram em um movimento mais amplo contra a desigualdade, os cortes nos gastos públicos e o aumento do custo de vida. Com isso, a revolta passou a simbolizar também o desgaste do governo e a insatisfação crescente no país. (com informações da Reuters)