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Itália marca nova audiência sobre extradição de Carla Zambelli

Sessão vai avaliar garantias enviadas pelo Brasil antes da decisão sobre o novo pedido

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 11/10/2026 às 13:13

Alterado em 11/10/2026 às 13:13

A bolsonarista Carla Zambelli apontando a arma para um homem negro nas ruas de São Paulo Foto: reprodução

A Justiça da Itália marcou para 29 de outubro uma nova audiência sobre o pedido de extradição de Carla Zambelli. A sessão vai analisar informações e garantias enviadas pelo governo brasileiro e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do tratamento que a ex-deputada poderá receber caso volte ao país.

Segundo o G1, o procedimento faz parte da avaliação do novo pedido ligado a uma das condenações impostas à ex-parlamentar. A decisão italiana ocorre em um momento em que o caso segue cercado por disputas jurídicas entre a defesa e as autoridades brasileiras.

O que está em análise

Desta vez, a extradição se refere ao processo em que Zambelli foi condenada a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A sentença está relacionada ao episódio em que ela perseguiu um homem em São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

O novo julgamento não trata do caso anterior envolvendo a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça, que já havia sido alvo de análise pela Justiça italiana. Agora, o foco está em verificar se existem garantias suficientes para a execução da pena e para o cumprimento de direitos processuais.

Primeira negativa e impacto no novo pedido

Em maio deste ano, a Suprema Corte de Cassação da Itália rejeitou a extradição de Zambelli naquele primeiro caso. A corte apontou dúvidas sobre a imparcialidade objetiva do STF e do ministro Alexandre de Moraes, um dos atingidos pelos crimes atribuídos à ex-deputada.

Essa decisão passou a influenciar a nova etapa do processo, já que a defesa usa a rejeição anterior como argumento para sustentar que o segundo pedido também deve ser negado. Para os advogados, faltam garantias processuais e o caso estaria marcado por perseguição política.

Argumentos da defesa

Em nota citada pelo G1, a defesa afirmou que as duas condenações no Brasil seriam abusivas e ilegais. O comunicado também sustenta que as decisões teriam sido tomadas com parcialidade dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, sem a devida análise das provas dos processos.

Com a nova audiência, a Justiça italiana volta a examinar um caso que mistura questões penais, garantias processuais e tensão institucional. O desfecho pode definir se Carla Zambelli responderá às condenações no Brasil ou se continuará fora do alcance da Justiça brasileira.

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