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Argentina vai oferecer cidadania a estrangeiros em troca de investimento
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 02/10/2026 às 17:21
Alterado em 02/10/2026 às 17:21
Argentino protesta contra a política econômica de Milei, nas ruas de Buenos Aires Foto: Ansa
A Argentina prepara um programa para permitir que estrangeiros obtenham a cidadania em troca de investimentos no país. A informação foi divulgada pelo jornal La Nación, com base em anúncio feito pelo ministro da Economia, Luis Caputo, durante a Argentina Week, em Paris.
Segundo a reportagem, o governo pretende começar a receber inscrições até o final de 2026. A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla de abertura internacional e de atração de capital estrangeiro para impulsionar a economia argentina.
Dupla opção para participar
O plano prevê duas modalidades principais para o interessado: uma contribuição direta e não reembolsável de US$ 350 mil ao Tesouro Nacional ou a compra de um título público de US$ 800 mil, desenvolvido especificamente para esse fim.
A ideia é criar uma porta de entrada para investidores que desejem se estabelecer no país por meio de aportes financeiros. O formato ainda depende da implementação oficial das regras e da abertura do processo de adesão.
Famílias também poderão aderir
Além do candidato principal, o programa deve aceitar a inclusão de familiares. O governo definiu valores adicionais para cônjuges e dependentes, ampliando o alcance da proposta para núcleos familiares inteiros.
De acordo com as informações divulgadas, será cobrado US$ 100 mil para o cônjuge e para cada filho entre 18 e 25 anos, desde que sejam solteiros e não tenham filhos. Para cada filho menor de idade, o custo adicional previsto é de US$ 25 mil.
Objetivo é atrair capital estrangeiro
O governo argentino apresenta a iniciativa como parte de uma política de maior abertura ao mercado internacional. A expectativa é usar o programa para estimular a entrada de recursos e ampliar a presença de investidores estrangeiros no país.
Ao associar cidadania e investimento, a Argentina se junta a outros países que adotaram mecanismos semelhantes para atrair capital. O anúncio, porém, ainda depende da regulamentação e da definição final das condições de participação.