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Venezuela aprova acordo energético com os EUA por 25 anos
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 01/09/2026 às 16:08
Alterado em 01/09/2026 às 20:38
Delcy Rodríguez Foto: Reuters/Leonardo Fernandez Viloria
O Parlamento da Venezuela aprovou nesta terça-feira (1º), em sessão extraordinária, um acordo energético bilateral com os Estados Unidos. O prazo inicial previsto é de 25 anos, em uma iniciativa que busca reorganizar a indústria de hidrocarbonetos do país e fortalecer a relação entre Caracas e Washington no setor.
O projeto já havia sido assinado pela presidente interina, Delcy Rodríguez, e recebeu aval dos parlamentares como parte de uma estratégia para recuperar a capacidade produtiva do petróleo venezuelano. A decisão marca um novo capítulo na aproximação entre os dois países, que voltam a negociar um tema central para a economia da Venezuela.
Reativação de campos estratégicos
O acordo prevê o desenvolvimento e a retomada operacional de 17 campos de petróleo considerados estratégicos. A meta é elevar a produção nacional para mais de 1,5 milhão de barris por dia, dentro de um plano mais amplo de revitalização do setor petrolífero.
Segundo as autoridades venezuelanas, a medida faz parte de um esforço para impulsionar a produção de petróleo bruto e reorganizar a estrutura da principal indústria do país. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, e o pacto é visto como uma tentativa de transformar esse potencial em maior produção efetiva.
Repercussão política e econômica
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o acordo como o mais significativo da história do setor petrolífero. Ele afirmou ainda que os EUA garantiriam controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas por meio de uma parceria com o setor privado.
A declaração amplia o peso político do pacto e evidencia a dimensão econômica da negociação. Para a Venezuela, o entendimento pode representar um passo importante na tentativa de reerguer sua indústria de petróleo; para os Estados Unidos, abre espaço para ampliar influência em uma das maiores reservas energéticas do planeta.