MUNDO
EUA lançam operação para sufocar a economia do Irã
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 24/08/2026 às 15:45
Alterado em 24/08/2026 às 18:59
o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent Foto: Andrew Caballero-Reynolds / AFP
Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (24) uma operação para tentar pressionar a economia iraniana e reduzir a capacidade de financiamento do governo de Teerã. A medida foi apresentada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, como parte de uma estratégia para cortar os fluxos de energia econômica que, segundo Washington, sustentam o regime da República Islâmica.
Batizada de Operação Pária Econômico, a iniciativa prevê ampliar a exclusão do sistema do dólar para países acusados de lavar dinheiro iraniano. O governo americano, no entanto, ainda não detalhou de forma prática como o plano será executado nem quais serão os critérios completos para aplicação das punições.
Sanções secundárias podem atingir mais países
Bessent afirmou que o governo dos EUA está em contato com líderes mundiais para exigir o fim de relações com o Irã. Sem citar nomes, ele disse que qualquer país que facilite transações com Teerã pode se tornar alvo de sanções secundárias americanas. Questionado sobre a China, principal parceira econômica do Irã, o secretário indicou que nenhum governo estará imune às restrições.
Segundo o Tesouro americano, as novas medidas vão além do petróleo, área que historicamente concentra a pressão sobre a República Islâmica. Agora, o alcance das sanções também deve incluir ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo, ampliando o cerco financeiro a setores estratégicos da economia iraniana.
Tensão no Oriente Médio continua sem acordo definitivo
A ofensiva econômica acontece em um contexto de forte escalada no Oriente Médio. Estados Unidos e Irã estão em guerra desde 28 de fevereiro, quando forças americanas e israelenses lançaram uma campanha de bombardeios contra o país persa, que respondeu atacando alvos ligados aos EUA na região.
Em meados de junho, os dois países chegaram a um cessar-fogo frágil com a promessa de negociar um acordo definitivo em até 60 dias. O prazo, porém, terminou sem avanços significativos, e a nova ação de Washington indica que a pressão sobre Teerã deve continuar no campo econômico e diplomático.