MUNDO
Trump chama crise migratória na Espanha de terrível
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 31/07/2026 às 14:37
Alterado em 31/07/2026 às 16:29
Donald Trump Foto: Reuters/Evelyn Hockstein
Donald Trump classificou a crise migratória na Espanha como “terrível” e aproveitou o tema para reforçar seu discurso anti-imigração diante do eleitorado americano. Em entrevista à Fox nesta sexta-feira (31), o presidente disse que a situação serve de aviso sobre o que pode acontecer nos Estados Unidos se o “lado errado” chegar ao poder.
Segundo Trump, o problema em Madri reflete “leis frágeis, má gestão e políticas muito liberais”. Ele também afirmou que, se os democratas vencerem a disputa eleitoral, os americanos não terão “uma vida boa”, associando a crise europeia ao debate interno nos EUA.
Departamento de Estado mira governo espanhol
No X, o Departamento de Estado reforçou a linha dura do governo americano contra a migração e culpou diretamente a Espanha pela escalada da tensão. A pasta afirmou que o incidente seria resultado de esforços deliberados do governo espanhol para viabilizar e facilitar a migração ilegal em massa para a Europa.
A administração americana disse ainda que avalia medidas para proteger cidadãos dos EUA, tanto em território nacional quanto no exterior, e prometeu ajudar outros aliados europeus que considerem opções semelhantes. Na mensagem, Washington declarou solidariedade ao povo espanhol e a europeus contra o que chamou de violação de soberania e de direitos humanos.
Pressão aumenta sobre Pedro Sánchez
A reação de Washington ocorre em meio às medidas defendidas pelo premiê espanhol Pedro Sánchez, que recentemente propôs regularizar migrantes que já vivem no país. A proposta tornou o debate ainda mais sensível e ampliou o embate político entre o governo espanhol e críticos da política migratória.
Ao transformar a crise da Espanha em argumento de campanha, Trump reforça um dos pilares de sua gestão e sinaliza que a imigração seguirá no centro da disputa política nos Estados Unidos. A resposta do governo americano também mostra que o tema ganhou dimensão diplomática, com impacto nas relações com a Europa.