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Atentado em Parada LGBTQIA+ deixa morto e feridos em Berlim
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 26/07/2026 às 10:45
Alterado em 26/07/2026 às 16:20
Flores homenageiam vítima fatal e feridos de atentado na Parada do Orgulho de Berlim Foto: AFP
Ao menos uma pessoa morreu e 29 ficaram feridas após um ataque durante a Parada do Orgulho em Berlim, na noite de sábado (25). O caso foi confirmado neste domingo (26) pelo ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, que o classificou como um ataque terrorista islâmico.
Como aconteceu o ataque
Segundo as autoridades, uma van branca entrou no parque Tiergarten e avançou contra a multidão reunida para o evento. Depois de atropelar os participantes, o veículo bateu em uma árvore, e o motorista fugiu a pé. Dobrindt afirmou ainda que, após o atropelamento, o suspeito teria usado “uma faca ou outro instrumento contundente” para atacar pedestres, o que agravou o número de feridos.
Entre as vítimas está uma mulher que morreu no local. Algumas das pessoas atingidas ficaram em estado grave, enquanto equipes de emergência prestaram socorro imediatamente na área do evento.
Quem é o suspeito procurado
O homem apontado como autor do ataque foi identificado como Abdul Ballout, alemão de origem libanesa, de 21 anos. De acordo com a investigação, ele seria simpatizante do Estado Islâmico e teria tentado se unir ao grupo na Síria em 2025.
Ballout acabou detido no Líbano e posteriormente deportado para a Alemanha. Agora, autoridades de todo o país fazem buscas para localizá-lo e apurar a motivação exata do crime.
Reação das autoridades e repercussão internacional
O prefeito de Berlim, Kai Wagner, disse que a cidade foi alvo de um ataque à sua “sociedade livre e aberta”. O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, afirmou estar em choque com o episódio, que atingiu um evento marcado por mensagens de tolerância e diversidade.
O chanceler Friedrich Merz prometeu investigação rigorosa e punição ao responsável. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, enviaram mensagens de solidariedade às vítimas e condenaram o ódio e a violência.