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Europa e Ucrânia lançam coalizão antimisísseis em Paris
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 13/07/2026 às 14:03
Alterado em 13/07/2026 às 14:03
Acordo foi fechado durante reunião organizada em Paris, na França fOTO: Ansa/Epa
Durante uma cúpula da chamada Coalizão dos Dispostos, realizada em Paris, nove países europeus e a Ucrânia anunciaram uma aliança para desenvolver capacidades de defesa contra mísseis balísticos no continente. A iniciativa surge em meio ao aumento da preocupação com a segurança de Kiev e de seus aliados, que veem na ameaça aérea um dos principais desafios da guerra.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que a Europa precisa fortalecer sua defesa nessa área e aproveitar a experiência acumulada pela Ucrânia. Segundo ele, o lançamento da coalizão e de seu projeto voltado para um sistema europeu de defesa antibalística representa um passo importante para ampliar a proteção do continente.
Macron e Zelensky defendem escudo mais robusto
Anfitrião do encontro, Emmanuel Macron disse que a coalizão fez uma escolha clara ao proteger a Ucrânia, reforçar a segurança coletiva e preparar melhor a Europa para a defesa. Para o presidente francês, o novo arranjo busca ampliar as capacidades de que o continente necessita diante do cenário de guerra prolongada no leste europeu.
Volodymyr Zelensky destacou que capacidades antibalísticas eficazes são fundamentais para encerrar o conflito. Ele afirmou ainda que, quanto mais sistemas a Ucrânia tiver para interceptar mísseis balísticos russos, maior será a pressão para que Vladimir Putin aceite negociar. Zelensky disse que o trabalho conjunto no sistema Freyja não substitui os sistemas já existentes, mas ajuda a criar um escudo confiável sobre a Europa de forma mais rápida e econômica.
UE, Reino Unido e reação do Kremlin
Em paralelo ao anúncio militar, a União Europeia e o Reino Unido fecharam um acordo para que Londres participe do empréstimo de 90 bilhões de euros destinado a apoiar a Ucrânia. Ursula von der Leyen confirmou a medida e afirmou que ela permitirá a Kiev recorrer a uma gama mais ampla de fornecedores do setor de defesa.
Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou a Coalizão dos Dispostos como uma “coalizão de belicistas” e disse que Moscou acompanhará os desdobramentos da reunião em Paris muito de perto. Segundo ele, o grupo não deseja a paz e alimenta a ilusão de impor uma derrota estratégica à Rússia.