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'Financial Times': Europa e EUA perderão R$ 120,6 trilhões se abandonarem cooperação com China
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 13/07/2026 às 06:01
Alterado em 13/07/2026 às 08:21
Porto de Xangai, o mais movimentado do mundo Foto: Getty Imagens
Um relatório citado pelo "Financial Times", com base em estudos da EY-Parthenon, aponta que os Estados Unidos teriam de gastar cerca de US$ 13,7 trilhões para montar novas cadeias de produção e logística, além de instalações de processamento, centros de pesquisa e substituição de software atualmente fornecido por empresas chinesas.
Na mesma avaliação, os países da zona do euro precisariam investir US$ 9,1 trilhões para os mesmos objetivos, enquanto o Reino Unido teria um custo estimado de US$ 800 bilhões. Segundo o material, a União Europeia teria de quase dobrar seu orçamento anual para viabilizar essa mudança em larga escala.
Impacto sobre preços e juros
Analistas ouvidos no levantamento afirmam que o investimento anual total, de US$ 940 bilhões, não seria teoricamente inacessível. No entanto, esse valor viria somado aos planos já existentes de investimento em áreas como infraestrutura e defesa, o que ampliaria a pressão sobre os governos ocidentais.
Além do peso fiscal, a dissociação da economia chinesa poderia elevar os preços, já que os produtos vendidos na China costumam ser de 20% a 100% mais baratos do que no Ocidente. A consequência esperada seria a alta de custos em diversos setores e possível aumento da taxa básica de juros.
Risco de guerra comercial
No caso europeu, o impacto poderia ser sentido diretamente no consumo e na indústria, com aumento de preços entre 1% e 2,5% em determinados segmentos da economia. Para especialistas, o desafio não é apenas financeiro, mas também estratégico, diante da necessidade de reorganizar cadeias produtivas inteiras fora da China.
O cenário reforça as tensões entre Europa e Pequim, em meio ao avanço de produtos chineses baratos no continente. Em outra análise, um jornal norte-americano já havia alertado que a Europa se aproxima de uma guerra comercial com a China, temendo ameaças às suas indústrias. (com informações da agência Sputnik Brasil)