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EUA convidam Brasil para reunião sobre 'terrorismo de extrema-esquerda'
Por JB INTERNACIONAL com Política JB
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Publicado em 11/07/2026 às 10:16
Alterado em 11/07/2026 às 10:16
o secretário Marco Rubio Foto: Ansa
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, convidou ministros de alto escalão de mais de 60 países para uma reunião marcada para 16 de julho, no Departamento de Estado, em Washington. Entre os chamados está o Brasil, cuja inclusão foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores brasileiro e também pelo governo americano.
O encontro foi apresentado pela administração Donald Trump como uma iniciativa para enfrentar o que chama de ressurgimento do "terrorismo transnacional de extrema-esquerda". A lista de convidados inclui a maior parte dos países europeus, além de grandes nações latino-americanas e países asiáticos como Índia, Indonésia e Cingapura.
Brasil está entre os convidados
A participação brasileira entrou na lista de temas diplomáticos acompanhados de perto por Brasília após a confirmação do convite. O prazo para resposta teria sido curto, com solicitação enviada até a última sexta-feira (10), o que foi considerado exíguo por várias delegações estrangeiras.
Além do Brasil, o convite alcança representantes de diferentes regiões do mundo, reforçando o caráter internacional do encontro. A convocação, porém, foi recebida com cautela por parte dos países chamados, especialmente diante da falta de clareza sobre os objetivos práticos da reunião.
Reação de aliados e dúvidas sobre a pauta
O anúncio não foi recebido com entusiasmo uniforme entre aliados dos EUA. Autoridades europeias e analistas independentes apontaram que a leitura americana sobre a ameaça do “terrorismo de extrema-esquerda” não é compartilhada de forma ampla por outros governos, o que aumentou o ceticismo em torno da iniciativa.
Em vários países, ministros de Relações Exteriores ou do Interior dificilmente devem comparecer por conta da agenda diplomática já comprometida durante o verão no hemisfério norte. Dentro da própria administração Trump, algumas autoridades também teriam optado por não participar, alimentando ainda mais dúvidas sobre o alcance real do evento.
Objetivos do encontro e estratégia americana
Um documento conceitual elaborado para a reunião descreve o encontro como uma resposta ao “ressurgimento do terrorismo político”, com foco no fortalecimento da cooperação internacional em inteligência e aplicação da lei. O texto também afirma que extremistas de esquerda estariam recorrendo cada vez mais à violência organizada e letal para atingir objetivos políticos.
A reunião de julho não é um caso isolado. Em maio, o Departamento de Estado já havia promovido outro encontro em Haia sobre Antifa e terrorismo de esquerda, realizado na Embaixada dos EUA depois de o governo holandês recusar a coorganização. O movimento indica uma tentativa de internacionalizar a pauta antiesquerda da administração Trump, apesar das resistências observadas entre aliados tradicionais de Washington. (com informações da Revista Fórum)