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Ortega anuncia fim das eleições na Nicarágua

Daniel Ortega quer evitar que 'oposição tome o poder'

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 21/06/2026 às 13:34

Alterado em 21/07/2026 às 17:14

Daniel Ortega ao lado da sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo Divulgação

'Mudança no sistema político'

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que não haverá mais eleições no país. Segundo ele, a decisão busca impedir que a oposição chegue ao poder, declaração feita durante um discurso que marcou o aniversário da Revolução Sandinista de 1979.

Ortega, de 80 anos, governa a Nicarágua desde 10 de janeiro de 2007 e disse que permanecerá no cargo até 2027. O anúncio reforça a concentração de poder no país, em meio a críticas sobre o avanço de um regime autoritário.

Fortalecimento do casal presidencial

A nova etapa política acompanha uma série de reformas que ampliaram os poderes de Ortega e de sua esposa, Rosario Murillo. Entre as mudanças, Murillo foi nomeada copresidente, o que consolidou ainda mais o controle do casal sobre as instituições estatais.

As alterações também estenderam o mandato presidencial para seis anos, reforçando a estrutura de poder montada pelo governo nos últimos anos. Para críticos, as medidas reduzem ainda mais o espaço para alternância política no país.

Última eleição foi contestada internacionalmente

A última eleição na Nicarágua ocorreu em 2021, mas o pleito foi duramente contestado pela oposição e por governos e organismos internacionais. A disputa foi marcada pela prisão dos principais adversários de Ortega antes da votação, em meio à Frente Sandinista.

O cenário atual aprofunda o isolamento político do governo nicaraguense e aumenta as preocupações sobre o futuro democrático do país. A declaração do presidente indica um novo endurecimento do regime e um fechamento ainda maior do sistema eleitoral.(com informações da Ansa)

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