MUNDO
Mauro Vieira contesta tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 04/06/2026 às 14:57
Alterado em 04/06/2026 às 14:59
Chanceler Mauro Vieira. Foto: reprodução de vídeo
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou neste sábado (4) que levou às autoridades norte-americanas argumentos que, segundo ele, mostram que não há base legítima para a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros. A declaração foi dada após reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, em Paris, durante encontro ministerial da OCDE.
Segundo Vieira, o governo brasileiro entregou todas as informações solicitadas e espera que os dados sejam considerados na análise das medidas comerciais. O chanceler disse ainda que Greer relatou ter tido ótimas conversas com o Brasil nas negociações sobre tarifas, sinalizando continuidade do diálogo entre os dois países.
Relatório do USTR e pontos de contestação
No início deste mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou relatório recomendando tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O documento cita como justificativas supostas práticas consideradas irrazoáveis ou discriminatórias pelo governo americano.
A investigação mencionou áreas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, incluindo o Pix, além de concessão de tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. O governo brasileiro rebate as acusações e sustenta que os argumentos não se sustentam.
Agenda diplomática em Paris
Além do encontro com a autoridade comercial dos Estados Unidos, Mauro Vieira manteve reuniões com representantes de outros países e blocos econômicos. Entre eles estiveram o comissário para Comércio e Segurança Econômica da União Europeia, Maros Sefcovic, com quem tratou da implementação do acordo Mercosul-União Europeia, e ministros e autoridades da Coreia do Sul, Espanha, Canadá, Suíça e República Tcheca.
A série de encontros reforça a estratégia brasileira de ampliar o diálogo comercial internacional enquanto tenta barrar a medida anunciada pelos Estados Unidos. Para o governo, a prioridade é demonstrar que não existem motivos para a taxação e preservar as relações econômicas com parceiros relevantes.