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Trump afirma que nova proposta do Irã dificilmente será aceitável

Projeto encaminhado por Teerã é baseado em pelo menos 14 pontos, segundo a mídia

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 03/05/2026 às 11:34

Alterado em 03/05/2026 às 12:05

Projeto encaminhado por Teerã é baseado em pelo menos 14 pontos Foto: Ansa /AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que analisará a nova proposta de 14 pontos apresentada pelo Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, mas indicou que dificilmente a considerará aceitável.

"Em breve, analisarei o plano que o Irã acabou de nos enviar, mas não consigo imaginar que seja aceitável, já que eles ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à humanidade e ao mundo nos últimos 47 anos", escreveu o republicano em suas redes sociais.

De acordo com o portal americano Axios, o documento prevê um prazo de um mês para negociações sobre um acordo que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, com o objetivo de pôr fim ao bloqueio imposto pelos EUA e aos conflitos no Irã e no Líbano. O veículo acrescenta que as tratativas sobre um eventual acordo nuclear só começariam após a aprovação dessa proposta inicial.

A agência iraniana Tasnim, por sua vez, informou que o plano também inclui pontos como "garantias de não agressão", "retirada das forças militares dos EUA das áreas ao redor do Irã", "liberação de ativos iranianos congelados", "pagamento de indenizações" e "remoção de sanções".

Faltando seis meses para as eleições de meio de mandato, Trump enfrenta dificuldades nas pesquisas de opinião. Levantamentos realizados por Washington Post, ABC e Ipsos indicam que 66% dos americanos desaprovam sua condução da questão iraniana, enquanto 33% a aprovam.

O índice geral de aprovação do presidente está em 37%, abaixo dos 39% registrados em fevereiro, enquanto a taxa de desaprovação atinge 62%, o nível mais alto de seus dois mandatos.

Apesar disso, Trump já mencionou a "possibilidade" de retomar ataques contra o território iraniano, o que pode reduzir as chances de uma desescalada do conflito.

Segundo a emissora estatal Press TV, autoridades iranianas também se preparam para aprovar uma lei que restringiria o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz. De acordo com o projeto, embarcações israelenses não teriam permissão para atravessar a via marítima, enquanto navios de países considerados "hostis" poderiam ser obrigados a pagar reparações de guerra para obter autorização de passagem. (com Ansa)

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Controle de Cuba

Trump afirmou que os Estados Unidos podem assumir o controle de Cuba "quase imediatamente" após o fim da guerra contra o Irã.

As declarações do republicano foram feitas durante um evento em Palm Beach, na Flórida, ao comentar a origem de um dos convidados presentes no jantar.

"E ele [o convidado] vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que iremos tomar o controle quase imediatamente. O que faremos, na volta do Irã, é enviar um dos nossos grandes navios para atracar a cerca de 100 metros da costa, e eles dirão: 'Muito obrigado, nos rendemos'", declarou.

A Casa Branca não se pronunciou sobre o tema, e Trump não forneceu detalhes sobre como uma eventual ação contra a ilha poderia ocorrer.

Paralelamente, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, condenou a nova rodada de sanções americanas contra o país, classificando-as como "ilegais e ofensivas". O chanceler também afirmou que as medidas equivalem a uma "punição coletiva".

Uma ordem executiva assinada por Trump teve como alvo autoridades dos setores de energia, defesa, finanças e segurança de Havana, bem como indivíduos que, segundo o governo americano, são responsáveis por "violações de direitos humanos" ou atos de corrupção.

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