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Irã ataca navios no Estreito de Ormuz e diz ter apreendido 2 porta-contêineres
Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 22/04/2026 às 14:46
Alterado em 22/04/2026 às 14:46
Navio porta-contêineres navega em direção à Malásia Foto: Ansa/Epa
As forças do Irã atacaram três navios na região do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (22), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prorrogado de forma unilateral e por tempo indeterminado o cessar-fogo entre os dois países.
Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, duas dessas embarcações foram apreendidas e escoltadas até a costa: os porta-contêineres MSC Francesca e Epaminondas, de bandeiras do Panamá e da Libéria. A MSC é uma empresa de navegação com sede na Suíça, enquanto o navio Epaminondas pertence à companhia Technomar Shipping, da Grécia.
Dados da plataforma de monitoramento MarineTraffic mostram os dois navios parados perto da costa iraniana, em uma ação que pode ser uma represália pela apreensão de um cargueiro ligado ao país persa pelos EUA em águas internacionais.
"Eles haviam colocado a segurança marítima em perigo, operando sem as permissões necessárias e adulterando os sistemas de navegação", disse a Tasnim. No entanto fontes do Ministério de Assuntos Marítimos da Grécia citadas pela agência ANA-MPA negaram a apreensão do Epaminondas.
De acordo com o centro de segurança marítima Ukmto, do Reino Unido, um desses porta-contêineres foi abordado por um barco de patrulha da Guarda Revolucionária e alvejado por disparos que causaram "danos significativos na ponte de comando".
"A situação no Estreito de Ormuz permanecerá sob controle rígido e inalterada enquanto os Estados Unidos não permitirem a liberdade de navegação com origem e destino no Irã", disse um porta-voz militar da República Islâmica à agência de notícias Fars.
O terceiro navio atacado pelas forças iranianas é o porta-contêineres Euphoria, também de bandeira panamenha. Não há relatos de feridos entre os tripulantes dessas embarcações.
A navegação pelo Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico, tem sido restringida pelo Irã desde o início da guerra lançada por Israel e Estados Unidos, enquanto as forças americanas impõem um contrabloqueio aos portos iranianos.
Teerã já disse que retomará as negociações com Washington apenas quando o bloqueio naval for levantado. (com Ansa)