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Naufrágio no Mediterrâneo deixa dezenas de migrantes desaparecidos; Itália resgata 32

Embarcação de madeira teria virado com cerca de 120 a bordo, segundo sobreviventes

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 05/04/2026 às 13:08

Alterado em 05/04/2026 às 13:08

Sobreviventes incluem paquistaneses, bengaleses e egípcios Foto: Ansa

Mais de 80 migrantes estão desaparecidos e outros dois morreram após o naufrágio de um barco de madeira no Mediterrâneo central, segundo relatos divulgados por sobreviventes à Guarda Costeira da Itália neste domingo (5).

A embarcação, de 12 a 15 metros, havia partido de Trípoli e virou, deixando dezenas de pessoas na água antes da chegada das equipes de resgate na área de busca e salvamento da Líbia. O mar agitado teria provocado a entrada da água, levando ao naufrágio da embarcação.

Os sobreviventes 

, incluindo paquistaneses, bengaleses e egípcios, foram levados para o porto de Molo Favarolo, na ilha de Lampedusa, no sul da Itália. Fotos aéreas registraram o naufrágio pouco após o alarme ser acionado.

Alguns sobreviventes relataram que, de um total de 120 pessoas a bordo, mais de 80 acabaram desaparecendo no mar. A lancha da Guarda Costeira CP327 realizou o resgate com o apoio dos veleiros Ievoli Grey e Saavedra Tide.

A ONG Save the Children lamentou o incidente, destacando que neste ano mais de 800 pessoas já perderam a vida ou desapareceram tentando atravessar o Mediterrâneo, muitas delas crianças.

"Enquanto não forem estabelecidas rotas seguras e um sistema estruturado de busca e salvamento, tragédias evitáveis continuarão a ocorrer", afirmou a entidade em comunicado.

Desde 2014, quase 34,5 mil migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo enquanto buscavam uma vida melhor na Europa. A Save the Children enfatiza a urgência de abrir canais regulares e seguros, respeitar os direitos humanos e garantir que embarcações de resgate não sejam impedidas de operar.  (com Ansa)

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