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Casa Branca exclui post racista de Trump retratando os Obamas como macacos

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Por JB INTERNACIONAL com Reuters
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Publicado em 06/02/2026 às 17:03

Alterado em 06/02/2026 às 17:12

O presidente dos EUA, Donald Trump, acena ao aterrissar na Casa Branca Foto: Reuters/Annabelle Gordon

Um vídeo compartilhado na conta de redes sociais de Donald Trump que retratava o ex-presidente democrata Barack Obama e a primeira-dama Michelle Obama como macacos foi deletado nesta sexta-feira (6), após críticas de que a postagem do presidente dos EUA evocava imagens racistas há muito usadas para desumanizar pessoas de ascendência africana.

"Um assessor da Casa Branca fez a postagem por erro", disse um funcionário do governo, que preferiu não ter seu nome divulgado. "Foi removido."

A declaração veio horas depois da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, descrever como "indignação falsa" uma onda de reações negativas ao vídeo, inclusive de vários parlamentares republicanos proeminentes.

No final da noite dessa quinta-feira (5), Trump compartilhou um vídeo de um minuto ampliando as falsas alegações do presidente republicano dos EUA de que sua derrota na eleição de 2020 foi resultado de fraude. No vídeo, havia um clipe aparentemente gerado por IA de primatas dançantes sobrepostos às cabeças dos Obamas.

A publicação na rede social Truth de Trump recebeu críticas rápidas de figuras políticas proeminentes, incluindo o senador republicano Tim Scott, aliado de Trump, que é negro.

"Rezando para que fosse falso porque é a coisa mais racista que já vi saindo desta Casa Branca", disse Scott no X. "O Presidente deveria removê-lo."

O deputado republicano Mike Lawler, de Nova York, está entre várias outras figuras políticas proeminentes que disseram que Trump deveria pedir desculpas e apagar a postagem.

Antes da postagem ser excluída, Leavitt disse que ela era "de um vídeo meme da internet que retrata o presidente Trump como o Rei da Selva e os democratas como personagens do Rei Leão." O trecho de Trump incluía uma música desse musical.

Um porta-voz dos Obamas recusou-se a comentar.

Supremacistas brancos há séculos retratam pessoas de ascendência africana como macacos, como parte de campanhas para desumanizar e dominar as populações negras.

"Que assombre Trump e seus seguidores racistas que os futuros americanos vão abraçar os Obamas como figuras amadas, enquanto o estudam como uma mancha em nossa história", disse Ben Rhodes, ex-assessor de Obama, no X.

Trump tem um histórico de compartilhar retórica racista e há muito promoveu a falsa teoria da conspiração de que Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos. Em dezembro, Trump descreveu os somalis como "lixo" que deveriam ser expulsos do país. Ele já se referiu a esse e a outros países em desenvolvimento como "países de merda". Ele também foi criticado no ano passado por retratar o líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, que é negro, com um bigode em forma de guidão sobreposto e um sombrero.

Defensores dos direitos civis afirmaram que a retórica de Trump se tornou cada vez mais ousada, normalizada e politicamente permissível.

"O vídeo de Donald Trump é flagrantemente racista, repugnante e absolutamente desprezível", disse Derrick Johnson, presidente nacional da NAACP, um grupo de direitos civis, em um e-mail de comunicação. "Os eleitores estão de olho e vão lembrar disso nas urnas."

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