MUNDO
Fundação Nobel reage após Maria Corina Machado entregar medalha a Trump
Por JB INTERNACIONAL com Brasil 247
[email protected]
Publicado em 17/01/2026 às 05:55
Alterado em 17/01/2026 às 07:57
Corina esteve na Casa Branca e se humilhou ao entregar o Nobel que recebeu ano passado ao presidente norte-americano, que não recusou a 'homenagem' Foto: reprodução/X
A instituição afirmou nesta sexta-feira (16) que o Prêmio Nobel é "inseparável" da pessoa laureada, mesmo que o diploma ou a medalha sejam entregues a terceiros. A declaração foi divulgada após a liderança da extrema direita venezuelana María Corina Machado ter dado sua medalha a Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Segundo a Fundação, ao conceder o prêmio, são entregues três elementos distintos ao laureado: uma medalha, um diploma e uma quantia em dinheiro, atualmente fixada em 11 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,4 milhões). Esses itens materiais podem ter destinações diferentes, mas o reconhecimento permanece exclusivamente vinculado à pessoa premiada. O laureado não pode compartilhar o prêmio nem transferir oficialmente o reconhecimento para outra pessoa após o anúncio.
Prêmio não pode ser revogado e decisão é definitiva
A instituição ressaltou que o Prêmio Nobel da Paz não pode ser revogado em nenhuma circunstância e que a decisão do comitê é definitiva e válida de forma permanente e também informou que não comenta ações posteriores tomadas por pessoas que receberam o prêmio. Ainda assim, esclareceu que o laureado é livre para dispor da medalha ou do diploma como desejar, podendo doá-los a museus, leiloá-los para fins beneficentes ou destiná-los a qualquer outro uso.
Donald Trump já havia manifestado publicamente o desejo de receber a honraria, mas, como o prêmio concedido a Machado se refere ao ano de 2024, período em que ele ainda não havia retornado à Presidência dos EUA, não houve possibilidade de sua premiação.
Relação entre Trump e Machado se deteriorou após sequestro de Maduro
Trump declarou ter "encerrado oito guerras" em 2025, embora parte desses conflitos tenha sido apenas interrompida, sem conclusão definitiva. A relação entre o presidente estadunidense e a líder de extrema direita venezuelana se deteriorou após a operação que resultou no sequestro de Nicolás Maduro por por forças militares estadunidenses.
Após a incursão no país sul-americano, Trump não ofereceu apoio político imediato a Machado. Segundo informes da inteligência estadunidense, ela não dispunha de apoio suficiente para governar a Venezuela após o sequestro de Maduro. Ainda assim, após um encontro entre ambos, Machado declarou que "conta com o presidente Trump para a liberdade da Venezuela" e que "espera ser presidente da Venezuela no momento certo".
Trump agradece gesto de Machado em rede social
Horas depois da reunião, Trump comentou o episódio em uma publicação em sua rede social. "Foi uma grande honra para mim encontrar María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa que passou por muita coisa. María me presenteou com o seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que eu fiz. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!", escreveu.