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'Fui sequestrado': Maduro se declara inocente em tribunal de Nova York, nos EUA

'Fui capturado em minha casa, em Caracas. Sou inocente, não sou culpado', disse Maduro, acrescentando que é o presidente da Venezuela e um homem 'decente'

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 05/01/2026 às 14:55

Alterado em 06/01/2026 às 08:32

Diante do juiz, líder chavista garantiu que é uma pessoa 'decente ' Foto: Ansa/Epa

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente das acusações contra ele diante de um juiz em Nova York, nos Estados Unidos.

O mandatário é acusado pelo governo de Donald Trump de chefiar um cartel de drogas e de cometer atos de terrorismo.

O líder chavista se identificou ao magistrado Alvin Hellerstein em espanhol e afirmou que foi "sequestrado" para comparecer ao tribunal americano.

"Fui capturado em minha casa, em Caracas. Sou inocente, não sou culpado", disse Maduro, acrescentando que é o presidente da Venezuela e um homem "decente".

A esposa e primeira-dama da Venezuela, Cilia Flores, seguiu os mesmos passos do marido ao garantir que é "completamente inocente".

O casal foi capturado por forças especiais do Exército dos EUA em uma operação militar ocorrida na madrugada do último sábado (3), em Caracas. Ambos foram levados ao Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, e participaram da primeira audiência em Nova York.

Maduro e Flores, de acordo com o Departamento de Justiça de Washington, serão formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, para tráfico de cocaína e para posse de metralhadoras para uso do narcotráfico, além de posse de armas e explosivos.

O venezuelano também é acusado em Washington de liderar uma organização criminosa chamada Cartel de los Soles, que atua no tráfico de drogas da América do Sul para os EUA e foi classificada como um grupo terrorista.

Barry Pollack, advogado do mandatário venezuelano, afirmou que não solicitará o pagamento de fiança para seu cliente neste momento, mas que poderá fazer o pedido em um futuro próximo.

O americano acrescentou que Maduro e sua mulher possuem "problemas de saúde", acrescentando que Flores corre sérios riscos de sofrer uma fratura em decorrência da operação militar americana.

O juiz Hellerstein determinou que a próxima audiência de Maduro foi agendada para acontecer no dia 17 de março. (com Ansa)

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