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Governo Trump considera ilegítima presidência de Delcy Rodríguez na Venezuela

Na Itália, Salvini criticou Maduro, mas defendeu diplomacia como solução na tensão

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 04/01/2026 às 15:25

Governo de Caracas reconheceu Rodríguez como presidente Foto: Ansa

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou neste domingo (4) que a vice de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, não é a "presidente legítima da Venezuela", destacando que o governo norte-americano não reconhece a legitimidade do regime atual.

Em entrevista à TV americana, Rubio explicou que, embora haja pessoas no país que possam promover mudanças, isso é diferente de reconhecer a legitimidade do governo venezuelano, o que só poderá ocorrer após um período de transição e de uma eleição.

O representante do governo de Donald Trump disse ainda que os Estados Unidos trabalharão com autoridades venezuelanas "se tomarem as decisões certas", ressaltando que a transição política não ocorrerá de forma imediata.

"São coisas que levam tempo", enfatizou ele, listando exigências de Washington, como garantir que a indústria petrolífera funcione para o "benefício" da população, o fim do tráfico de drogas e da influência de gangues, a saída de grupos armados como FARC e ELN, e a não aproximação com Irã e Hezbollah.

Sobre a operação militar americana que resultou na captura de Maduro, Rubio esclareceu que não se tratou de uma invasão, mas de uma operação de prisão, e garantiu que os EUA não possuem tropas em solo venezuelano.

Paralelamente, o governo de Caracas reafirmou o reconhecimento da presidência de Rodríguez e rejeitou "o sequestro covarde do presidente constitucional" Nicolás Maduro.

"Em conformidade com a decisão do Supremo Tribunal, reconhecemos a nomeação de Delcy Rodríguez", afirmou o ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas, Vladimir Padrino López.

O venezuelano também denunciou o assassinato "a sangue frio" dos guarda-costas designados para proteger Maduro durante a operação. Segundo o jornal The New York Times, o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela deixou 40 mortos.

Itália

Hoje, o vice-premiê e ministro de Infraestrutura e dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, disse que "ninguém sentirá nostalgia de Maduro, responsável por matar de fome e oprimir seu povo durante anos", mas defendeu a diplomacia como solução para a tensão na Venezuela.

"Dito isso, para a Liga, a chave para resolver disputas internacionais e acabar com os conflitos em curso deve retornar à diplomacia, respeitando o direito dos povos de decidirem seu próprio futuro", afirmou o líder da Liga.

Salvini destacou ainda o papel das declarações do Papa, que ele considerou esclarecedoras ao defender "a garantia da soberania nacional da Venezuela e o respeito ao Estado de Direito". (com Ansa)

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