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Israel lança ataque aéreo contra alvos militares no Irã; riscos de guerra total no Oriente Médio

Segundo Teerã, bombardeio provocou 'danos limitados'

Por JB INTERNACIONAL
redacao@jb.com.br

Publicado em 26/10/2024 às 06:05

Alterado em 26/10/2024 às 07:48

No início de outubro, o Irã disparou vários mísseis em direção a Israel Foto: Reuters

Israel lançou na madrugada deste sábado (26) um ataque aéreo "mirado" contra alvos militares no Irã, em retaliação pelo bombardeio promovido por Teerã contra o país judeu em 1° de outubro.

Naquela ocasião, o regime iraniano justificou que a ação era uma resposta pelos assassinatos dos líderes do Hamas, Ismail Haniyeh, em Teerã, e do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em Beirute, no Líbano.

Em nota, as Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram que o bombardeio deste sábado é uma reação a "meses de contínuos ataques por parte do regime iraniano" contra o país e atingiu "estruturas de produção de mísseis".

As IDF também acrescentaram que todas as suas capacidades defensivas é ofensivas estão "mobilizadas" e pediram para a população permanecer "vigilante e atenta".

Já o governo dos Estados Unidos disse que o bombardeio é uma ação de "autodefesa", mas que não participou da operação. As Forças Armadas iranianas admitiram que o ataque atingiu bases militares em Teerã e outras cidades, mas causou apenas "danos limitados". (com Ansa)

 


Muita fumaça após explosões na fronteira de Odaisseh Foto: AFP

Argentina revela líder do Hezbollah na América Latina

Hussein Ahmad Karaki orquestrou atentados em Buenos Aires

O Ministério da Segurança da Argentina anunciou nesta sexta-feira (25) que Hussein Ahmad Karaki, também conhecido como Saad Ezzeddine, é o chefe operacional do grupo xiita Hezbollah na América Latina.

De acordo com a pasta, o homem é acusado de ter recrutado e planejado ataques em Buenos Aires, incluindo um contra a embaixada israelense no país (1992) e outro na sede da Associação Mutual Israelita-Argentina (Amia), em 1994, que deixou 85 mortos.

Além de revelar a identidade de Karaki, o governo argentino entregou à Justiça imagens do terrorista tiradas em 2004, quando a Venezuela lhe concedeu residência.

Ainda segundo o relatório divulgado pelo Ministério, Karaki estava em Buenos Aires em 1992 quando comprou o carro-bomba usado no atentado à embaixada de Israel. Na oportunidade, ele utilizava um passaporte colombiano em nome de Alberto León Nain.

"Ele partiu de avião no mesmo dia, horas antes da explosão", revelou a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

A chefe da pasta acrescentou que Karaki "agia sob as ordens de Hassan Nasrallah", antigo líder do Hezbollah morto em um bombardeio em Beirute, no Líbano. A política ainda acusou o governo de Caracas de fornecer documentos ao terrorista para que pudesse desembarcar no continente.

Por fim, Buenos Aires insistiu que as informações divulgadas sobre Karaki é comparável ao assassinato de Nasrallah.

Em abril, a Câmara de Cassação, o mais alto tribunal criminal da Argentina, decidiu que os ataques supostamente orquestrados por Karaki "respondiam a um plano político e estratégico" do Irã e que ambos foram realizados pelo Hezbollah. (com Ansa)

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