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G7 apoia proposta de Biden para cessar-fogo na Faixa de Gaza

Plano do governo norte-americano é dividido em três partes

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 04/06/2024 às 05:23

Alterado em 04/06/2024 às 07:33

Joe Biden Foto: Reuters/Joshua Roberts

Os líderes do G7 informaram que "aprovam plenamente" a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que poderá levar a um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e a libertação de reféns.

"Reafirmamos o nosso apoio a um caminho credível para a paz que conduza a uma solução de dois Estados.

Pedimos ao Hamas que aceite este acordo, que Israel está pronto a prosseguir, e convidamos as nações que têm influência sobre o Hamas para ajudar a garantir que isso aconteça", afirma a nota.

O G7 destaca que apoiará "o acordo geral delineado" por Biden que levará a um cessar-fogo-imediato em Gaza, à libertação de todos os reféns, a um grande e significativo aumento na assistência humanitária a ser distribuída" no enclave palestino e a "um fim duradouro da crise".

Segundo o comunicado, isto garantirá "os interesses de segurança de Israel e a segurança dos civis de Gaza".

A proposta apresentada por Biden é dividida em três partes e começaria com um cessar-fogo de seis semanas, durante o qual as Forças de Defesa de Israel se retirariam das áreas povoadas de Gaza.

Além disso, a iniciativa prevê o aumento da ajuda humanitária, bem como uma troca de reféns por prisioneiros palestinos, uma "cessação permanente das hostilidades" e um plano de reconstrução para Gaza.

De acordo com o governo egípcio, o grupo fundamentalista islâmico Hamas teria aceitado a proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza. No entanto, fontes do movimento, citadas pelo jornal israelense Haaretz, informaram horas depois aos mediadores do Catar e Egito que a facção quer uma garantia oficial dos Estados Unidos de que Israel implementará todas as condições do acordo, destacando a sua exigência de um cessar-fogo duradouro.

As mesmas fontes disseram que as declarações do ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, "não foram a resposta oficial" do Hamas. (com Ansa)