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Republicanos questionam capacidade mental de Biden para governar

Políticos falam em destituição através da 25ª Emenda

Por JB INTERNACIONAL
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Publicado em 09/02/2024 às 16:37

Alterado em 09/02/2024 às 20:43

[Biden] 'Incapacidade' Reuters/Tom Brenner

Políticos do Partido Republicano pediram nesta sexta-feira (9) a abertura de um procedimento para remover Joe Biden do cargo, com base na 25ª Emenda da Constituição, introduzida após o assassinato de John F. Kennedy para substituir o presidente dos Estados Unidos em caso de morte, destituição, renúncia ou incapacidade.

A proposta foi feita pelos senadores republicanos Rick Scott, Mike Lee e Josh Hawley, e pelos deputados Mary Miller, Marjorie Taylor Greene e Mike Collins.

O motivo são as recentes gafes do presidente, que demonstra estar esquecendo de fatos importantes sobre a própria vida e vem trocando nomes de homólogos líderes mundiais, por exemplo.

A pré-campanha de Donald Trump à presidência vem explorando a situação, citando a idade de Biden para mostrá-lo como “incapaz”.

Biden tem 81 anos e Trump tem 77.

A possibilidade de remover Donald Trump com base na mesma emenda foi aventada diversas vezes durante seu mandato.

A 25ª Emenda permite a remoção do presidente sem a necessidade de apresentar acusações específicas. Basta que o vice-presidente e a maioria do gabinete enviem uma carta ao Congresso afirmando que o presidente não está apto a exercer os poderes e deveres de seu cargo.

Nesse caso, o vice-presidente assume o cargo. Se o presidente se opõe, a decisão cabe à Câmara, com dois terços dos votos.

O caso mais conhecido em que essa emenda foi invocada foi quando o vice-presidente Gerald Ford assumiu o lugar de Richard Nixon em 1974, após sua renúncia devido ao escândalo de Watergate.

Na gafe mais recente, na noite desta quinta-feira (8), Joe Biden citou Abdul Fatah Khalil Al-Sisi como “presidente do México”. Al-Sisi governa o Egito.

Mais cedo no mesmo dia, confundiu a ex-chanceler alemã Angela Merkel com seu antecessor Helmut Kohl, falecido em 2017.

Biden mencionou erroneamente uma conversa que teve com Merkel em 2021 como tendo ocorrida com Kohl.

"Quando fui eleito presidente, fui a uma reunião do G7 com os sete chefes de Estado da Europa e da Grã-Bretanha. Me sentei e disse: 'Bem, os Estados Unidos estão de volta', e o presidente da França olhou para mim e questionou: 'Por quanto tempo?'. Então Helmut Kohl, da Alemanha, disse: 'O que o senhor diria se pegasse o London Times amanhã de manhã e soubesse que mil pessoas haviam arrombado as portas do Parlamento britânico e matado algumas pelo caminho?'".

Na véspera, quarta-feira (7), em um evento em Las Vegas, Biden chamou Emmanuel Macron, atual presidente da França, de François Mitterrand, ex-chefe de Estado do país que morreu em 1996.

Na quinta, Biden também teve uma investigação por manter documentos secretos em casa arquivada. O procurador especial apontado para o caso afirmou que, em caso de indiciamento, Biden poderia se apresentar como um homem idoso com a memória fraca. (com Ansa)

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