Abertura de Mercado
Os mercados financeiros operam com ligeiro viés de alta nesta sexta-feira, com os investidores carentes da divulgação de um dos indicadores econômicos mais aguardados no mundo. Com a suspensão da divulgação do relatório oficial do mercado de trabalho nos EUA (payroll), um documento decisivo para a política monetária norte-americana, a agenda econômica norte-americana concentra-se nos discursos de vários dirigentes do Federal Reserve. Enquanto segue o impasse, cresce a apreensão quanto ao impacto na negociação da elevação do teto da dívida do governo dos EUA, que pode ser atingido em meados deste mês.
Apesar disso, os índices futuros das Bolsas de Nova York apontam para uma abertura em ligeira alta, recuperando-se da queda da véspera. Os negócios podem ter dificuldades em encontrar uma direção definida e os investidores podem optar por não fazer grandes apostas antes do fim de semana.
Na Europa, destaque para a reunião dos maiores partidos políticos da Alemanha para formar uma coalizão de governo. As principais bolsas europeias também ensaiam altas nesta manhã, de forma cautelosa, já que o impasse político norte-americano continua a preocupar.
O Banco Central do Japão (BoJ) manteve hoje a política monetária inalterada pela sétima vez consecutiva, citando uma recuperação econômica seis meses após o início da flexibilização. A decisão era esperada.
A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,9% hoje, no nível mais baixo em um mês e na oitava sessão de perdas dos últimos 10 pregões, resultando em uma desvalorização de 5% na semana. O enfraquecimento do dólar pesou nos negócios.
A Moody's rebaixou os ratings da Petrobras de dívida de longo prazo em escala global e em moedas local e estrangeira, de A3 para Baa1. A decisão reflete a elevada alavancagem financeira da estatal e a expectativa de que a empresa deverá continuar a ter fluxo de caixa negativo nos próximos anos. A perspectiva da nota permaneceu negativa. Já na agenda econômica doméstica, destaque apenas para os dados da produção de veículos em setembro.
Os contratos futuros do petróleo ensaiam ganhos, na esteira do sinal positivo exibido pelos mercados acionários, mas as preocupações sobre o impacto de um prolongado “impasse“ orçamentário nos EUA na demanda pela commodity pesam nos negócios.
No Brasil, além da tendência e fluxo de notícias dos mercados internacionais, o rebaixamento do rating de longo prazo da Petrobras pala Moody's, , deve impactar as ações da empresa na Bovespa. As 9h, o Ibovespa futuro indicava alta de 0,2%.
Desejamos Bom Dia a todos e Bons Negócios!
*José Cataldo é estrategista da Ágora Corretora