"Não tem como fazer milagre", diz Nocetti após eliminação no remo 

O remador brasileiro Anderson Nocetti pisou em Londres consciente de que dificilmente conseguiria ficar entre os primeiros colocados na Olimpíada. Além do alto nível dos adversários, teve, segundo ele próprio, uma preparação insatisfatória para a principal competição esportiva do mundo. O resultado, como era esperado pelo remador, foi visto na manhã desta terça-feira. Nocetti ficou em último lugar na sua bateria nas quartas de final do single skiff, e poderá alcançar, no máximo, a 13ª colocação.

"Meus tempos aqui giraram em torno de sete minutos. Não tem como fazer milagre. Repeti o que vinha fazendo no Brasil", afirmou.

Nocetti explicou que sua preparação para tentar ir à Olimpíada só começou há dois anos. Acrescentou que o treinamento foi focado no Pan, no qual o remo brasileiro também não obteve um bom resultado.

"A Olimpíada foi deixada para segundo plano, e aí não tem como conseguir um bom resultado. Tem gente aí que está trabalhando há quatro anos e não vai conseguir chegar numa final", destacou.

O remador se queixou também da falta de apoio suficiente para chegar em condições de competir em alto nível nos Jogos Olímpicos. Apesar de ter 38 anos, e ter disputado sua quarta Olimpíada, disse considerar que terá a possibilidade de estar nos Jogos do Rio, em 2016.

"Se eu conseguir apoio para fazer um trabalho de quatro anos, independente da seleção ou não, vou querer brigar para competir em 2016. Há atletas competindo em alto nível aqui com 40 anos, favoritos a medalha de ouro. Idade não é limite".