A Une somos nós, nossa força e nossa voz

Os avanços sociais dos últimos anos gerou um grande ódio de classes por parte das elites econômicas no país. O momento de crise econômica e a representativa possibilitou que se aproveitassem da conjuntura para promover uma ascensão conservadora no país. Vemos de forma direta as forças reacionárias literalmente começaram a sair mais do armário.

Desde o princípio dessas iniciativas golpistas já sabíamos que o intuito não era apenas derrubar a Dilma. Eles não querem parar sem, além de promover o golpe, prender o Lula, criminalizar os movimentos sociais como o MST, CUT e UNE e fechar o PT e todos os partidos de esquerda.

A elite conservadora brasileira nunca se conformou com o importante papel que os movimentos sociais sempre cumpriram no país. Diante disso vemos surgir uma proposta de criação de uma CPI para investigar UNE, no mesmo sentido em que foi criada pela bancada ruralista a CPI da Funai. Sabemos que a intenção não é investigar as organizações e movimentos sociais, mas sim ampliar ainda mais o processo de criminalização daqueles e daquelas que atuam por transformações socais no Brasil.

A UNE é historicamente uma das entidades brasileira mais fortes, representativa e legítima do movimento social brasileiro, na luta por uma educação qualidade, na defesa do patrimônio nacional e por justiça social.

Os que supostamente querem investigar a UNE, são os mesmo que a incendiaram na noite de 31 de março em 1964, os mesmo que em 2015 conduziram o massacre de centenas professores e estudantes em Curitiba, os mesmo que comandam a violência contra secundarias em São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro, os mesmos que diariamente disseminam e incitam o ódio, o machismo, a discriminação racial, a intolerância religiosa e homofobia.

* Walmyr Júnior é morador de Marcílio Dias, no conjunto de favelas da Maré, é professor, membro do MNU e do Coletivo Enegrecer. Atua como Conselheiro Nacional de Juventude (Conjuve). Integra a Pastoral Universitária da PUC-Rio. Representou a sociedade civil no encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ

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