Doa a tua vida, que serás sacerdote da humanidade

Quando era do grupo jovem de ação missionária (GJAM) na paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Penha circular, cantava nos encontros uma musicados FOCOLARI que fala muito sobre a oferta de vida e o serviço. Um dos trechos da musica ‘sacerdote da humanidade’ falava o seguinte: 

“Doa a tua vida como Maria aos pés da cruz

E serás... Servo de cada homem 

Servo por amor, sacerdote da humanidade”.

Neste sábado (7/11) a Arquidiocese do Rio de Janeiro ganhará seis novos sacerdotes que serão ordenados pela imposição das mãos do Cardeal Orani João Tempesta, na Catedral de São Sebastião, às 8h30. Inspirados no versículo 6 do capítulo 17 do Evangelho de São João “Manifestei o teu nome aos homens”, os seis diáconos,  candidatos ao presbitério, respondem ‘sim’ ao chamado de Deus para anunciar Seu amor entre as nações.

Rogo a Deus para que esses irmãos sejam “Sacerdotes apaixonados por Jesus Cristo”, como recentemente o Papa Francisco refletiu no retiro mundial de sacerdotes realizado em Roma. O Santo Padre nesse retiro falou da realidade e dos vários desafios da vida sacerdotal, “O sacerdote, à medida que vai andando no amor com Jesus, sente o carinho de seu Mestre de maneira distinta. E o busca, o comunica e o ama com carícias renovadas. Amem, deixem-se amar, abram o coração a Ele”, disse.

Quero compartilhar um pouco da história de um grande amigo Rogério Pereira da Silva, que em entrevista para o site da Arquidiocese compartilhou um pouco da sua história que trago aqui para refletirmos juntos.

“Nasci em uma família protestante, mas um dia minha avó materna me convidou para ir à paróquia por conta da festa de Corpus Christi. Lembro que tinha seis anos quando fui à procissão, porém cheguei atrasado, o padre já estava entrando com o Santíssimo Sacramento na igreja, e voltei para casa com um sentimento no coração: ‘um dia você vai poder carregar isso em suas mãos’. A vida foi seguindo e eu continuei na igreja protestante até entrar no Exército. No quartel, um amigo me chamou para participar da missa em que ele ia ser crismado. Padre Roque era o vigário dominical da Paróquia Santa Margarida Maria Alacoque. Na Consagração, quando o ele estendeu o Corpo de Cristo, aquilo me tocou mais uma vez.

Durante um ano, fui à missa escondido da minha família, mas, com o passar do tempo, na festa de Corpus Christi do ano seguinte, disse que estava deixando a igreja de que eu participava e que iria assumir, a partir daquele dia, a fé católica, e assim aconteceu.” descreveu Rogério.

Não basta contemplar Jesus, preciso que os padres se deixem contemplar por Jesus! Essa é a história do Diácono Rogério. Um jovem simples, fiel ao amor que assumiu aquilo que nasceu para ser! 

E quanto a música do inicio deste texto? Nos motiva a seguir o exemplo de Maria, mãe e mestra da fé. Mulher que viveu toda intensidade do amor apaixonante do mestre e filho, exemplo para ser seguido por aqueles que nasceram para servir. Como já dizia Francisco , no retiro acima citado, “Quando um sacerdote é apaixonado por Jesus se nota, se reconhece, se vê esse amor que é transmitido constantemente”. 

* Walmyr Júnior é morador de Marcílio Dias, no conjunto de favelas da Maré, é professor e representante do Coletivo Enegrecer como Conselheiro Nacional de Juventude (Conjuve). Integra a Pastoral Universitária da PUC-Rio. Representou a sociedade civil no encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ