EUA rejeita oferta da Turquia para libertar pastor americano

O governo do presidente Donald Trump rejeitou uma oferta da Turquia para libertar um pastor americano que tinha como condição a desistência da intenção de aplicar uma multa bilionária a um banco turco.

Washington e Ancara estão em uma disputa ferrenha sobre a detenção há dois anos de Andrew Brunson, acusado de terrorismo, o que desatou uma série de sanções comerciais que provocaram a desvalorização da lira turca.

Em troca da libertação de Brunson, e de outros cidadãos americanos assim como de três turcos que trabalhavam para o governo americano, Ancara pediu a Washington que abandone uma investigação sobre o Halkbank, que enfrenta a possibilidade de uma multa bilionária por ajudar o Irã a evadir as sanções americanas.

Mas o governo dos Estados Unidos afirmou que a questão da multa e outros temas em disputa entre os dois países não serão discutidos até que Brunson seja liberado, indicou uma fonte da Casa Branca ao Wall Street Journal.

"Um verdadeiro aliado da OTAN não teria detido Brunson em primeiro lugar", afirmou a fonte, que não foi identificada.

Trump anunciou o aumento das tarifas sobre o alumínio e o aço importados da Turquia, o que levou Ancara a aplicar novas taxas sobre vários produtos americanos.

Um tribunal turco rejeitou um novo recurso de apelação para libertar Brunson e Ancara ameaçou responder de maneira recíproca se Washington adotar novas sanções.