Esquerda x direita: Iván Duque e Gustavo Petro disputarão 2° turno na Colômbia

BOGOTÁ - Na primeira eleição presidencial desde os acordos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o eleitorado colombiano registrou uma participação 13% maior do que na última eleição presidencial. As urnas revelam um segundo turno entre Iván Duque, apoiado pelo ex-presidente Álvaro Uribe,  e o ex-guerrilheiro do Movimento 19 de Abril e candidato antissistema Gustavo Petro. 

Duque, que defende a revisão de termos do acordo com as Farc, lidera a corrida com 39,11% dos votos. Petro, ex-prefeito de Bogotá e defensor do entendimento com as guerrilhas, aparece com 25,1%, o melhor desempenho da esquerda colombiana desde 2006. Os dois se reencontrarão nas urnas em 17 de junho. 

Na cola de Petro, surpreendeu o ex-governador de Antioquia e ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo, que se apresentava como terceira via e alcançou 23,5% dos votos. Ele aparecia com 16,15% das intenções de voto nas últimas pesquisas. Na sequência, Germán Vargas Lleras, ex-vice-presidente no primeiro mandato do atual dirigente Juan Manuel Santos, aparece com 7,26%. 

Na lanterna da eleição, figuram o chefe das negociações de paz e ex-vice-presidente na administração Ernesto Samper, Humberto de la Calle, com 2,6%, o pastor evangélico Trujillo Sarmiento, com  0,4% e a ex-senadora Viviane Morales, que registrou 0,2% dos votos.

O acordo com as Farc também deve pautar a disputa no segundo turno. Depois da divulgação dos resultados parciais, Duque, um senador de primeiro mandato de 41 anos que ganhou projeção através de seu padrinho político, Uribe, prometeu “um país de legalidade, onde se respire segurança”. Petro, de 58 anos, defendeu para a Colômbia “um futuro e um presente sem ódio e vingança que deixe para trás o maquinário da corrupção”.

Colômbia entra para a OTAN 

O presidente Juan Manuel Santos anunciou no último sábado que o país ingressou na Organização do Atlântico Norte (OTAN) como “sócio global” latino-americano, único da região a ostentar o título. Com isso, os colombianos poderão cooperar militar e estrategicamente com o organismo. A Venezuela condenou energicamente o anúncio.